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Mais de 50 pessoas assinam ação contra meios de comunicação públicos de Angola

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É o caso de Carlos Figueiredo, engenheiro agrónomo, com a quem a SIC Notícias falou. O ativista e músico Luaty Beirão e o escritor José Eduardo Agualusa também subscreveram a missiva.

Mais de 50 pessoas interpuseram uma ação coletiva por alegada falta de cobertura imparcial e isenta da campanha eleitoral em Angola. A ação visa o Presidente João Lourenço, a Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana e as chefias de quatro meios de comunicação públicos.

No documento, entregue no Tribunal Supremo de Angola, o grupo considera que a imprensa pública tem violado a Constituição e os instrumentos internacionais.

Entre os assinantes estão personalidades como o ativista e músico Luaty Beirão, o escritor José Eduardo Agualusa e o engenheiro agrónomo Carlos Figueiredo, com quem a SIC Notícias falou:

"[Meios de comunicação públicos] têm, sistematicamente tido uma função mais de marketing e propaganda da atividade governativa do que jornalística", denunciou, acrescentando que mais de 80% do alinhamento dos jornais é dedicado a peças relativas ao Governo ou ao partido maioritário, MPLA.

As eleições gerais em Angola estão marcadas para 24 de agosto.

No anterior ato eleitoral, em 2017, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) obteve a maioria com 61,07% dos votos e elegeu 150 deputados, e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) conquistou 26,67% e 51 deputados.

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