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Talibãs paquistaneses confirmam morte de alto comandante

Talibãs paquistaneses confirmam morte de alto comandante
Reprodução Twitter
Khurasani era considerado um líder da ala dura do TTP e era procurado pelas autoridades.

Os talibãs do grupo Tehreek-e-Taliban Paquistão (TTP) confirmaram a morte de um dos seus principais comandantes, Omar Khalid Khurasani, cujo veículo, segundo a imprensa local, terá detonado um engenho explosivo.

O porta-voz do TTP, Mohammad Khurasani, confirmou à Efe a morte do alto comandante, sem dar mais detalhes. O veículo do líder do TTP, também conhecido como Abdul Wali, acionou um dispositivo explosivo improvisado quando circulava na noite de domingo na província de Paktika, no sudeste do Afeganistão, refere a EFE, citando a imprensa local.

Dois outros dirigentes da formação - Mufti Hassan Swati e Hafiz Dawlat Khan - também terão morrido no mesmo incidente, que vitimou um terceiro indivíduo não identificado, segundo a imprensa afegã.

Khurasani era considerado um líder da ala dura do TTP e era procurado pelas autoridades, que ofereciam uma recompensa de 3 milhões de dólares pela sua captura.

Até agora, nenhum grupo ou organização terrorista assumiu a responsabilidade pelo ataque, numa altura em que decorrem negociações de paz entre o Governo do Paquistão e o TTP, sob a mediação dos talibãs em Cabul.

Em novembro passado foi acordado com o anterior Governo paquistanês do primeiro-ministro Imran Khan um cessar-fogo de um mês, na tentativa de aproximar posições.

No termo deste período, os talibãs decidiram unilateralmente não prolongar o cessar-fogo, acusando Islamabad de não respeitar o acordo.

Durante o mês do Ramadão, outro cessar-fogo foi decidido e continua em vigor, enquanto prosseguem as negociações com o atual Governo do primeiro-ministro Shehbaz Sharif.

O TTP agrupa várias fações armadas tribais criadas em 2007, que querem impor um Estado Islâmico no Paquistão, e é um aliado dos talibãs afegãos.

Desde sua formação, o grupo realizou uma campanha de ataques terroristas em todo o país, matando milhares de pessoas, incluindo em 2012 uma tentativa de assassínio de Malala Yousafzai, jovem paquistanesa que viria a receber o Prémio Nobel da Paz pela defesa da educação das jovens do país.

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