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Morsa Freya, estrela do fiorde de Oslo, foi eutanasiada

Morsa Freya, estrela do fiorde de Oslo, foi eutanasiada
TOR ERIK SCHRDER
Autoridades consideraram que a vida do animal e a das pessoas estava em risco mas associações ecologistas condenam uma decisão "chocante e precipitada".

A morsa que foi vedeta este verão no fiorde de Oslo foi eutanasiada no domingo porque as autoridades consideraram que a sua vida estava em perigo e também estava a colocar em risco a segurança das pessoas. A decisão foi polémica e considerada precipitada pelos especialistas.

A decisão de sacrificar a morsa foi tomada com base numa avaliação geral da contínua ameaça à segurança do público. Considerámos cuidadosamente todas as soluções possíveis. Concluímos que não podemos garantir o bem-estar do animal.

Segundo o comunicado da Direção de Pesca da Noruega, os constantes apelos para o público se afastar do animal foram em vão.

As morsas vivem em latitudes ainda mais ao norte do Ártico, mas Freya, nome de deusa do amor e beleza na mitologia nórdica, banhava-se nas águas da capital norueguesa desde 17 de julho. A jovem fêmea de 600 kg perseguia pássaros e subia para os barcos para dormir (uma morsa pode dormir até 20 horas por dia), causando danos significativos.

Uma decisão "chocante"

As associações ecologistas, que apelaram para que as autoridades dessem sedativos à morsa e a retirassem do local para a colocar noutro mais tranquilos, consideram que a eutanásia não foi uma boa solução e não teve em conta o bem estar animal.

"É muito chocante. Esta situação oferece uma oportunidade de mostrar consideração pelos animais selvagens e mostrar às pessoas como mostrar consideração pelos animais selvagens", declarou na TV2 uma porta-voz da organização de proteção animal da NOAH, Siri Martinsen.

Considerou também uma medida precipitada: "Deviam ter tentado multas. Muito provavelmente as massas de pessoas teriam desaparecido rapidamente", disse.

Apesar das advertências, muito curiosos tomavam banho perto do animal ou aproximavam-se demais, às vezes com crianças, para fotografá-lo.

“É infinitamente triste que tenham escolhido sacrificar um animal tão bonito simplesmente porque não nos comportamos bem com ele”, disse a bióloga Rune Aae, entrevistada pela agência local NTB.

A Direção de Pesca argumentou que o bem-estar de Freya, que tinha cerca de cinco anos, tinha diminuído drasticamente, citando especialistas que considervam que estava stressada.

A morsa é uma espécie protegida que se alimenta principalmente de invertebrados como moluscos, camarões, caranguejos e pequenos peixes.

Embora normalmente não ataque seres humanos, pode, segundo as autoridades, sentir-se ameaçada e atacar pessoas.

A deslocação de Freya, “não era uma opção viável” devido à sua complexidade, explicou a Direção de Pesca.

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