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A um mês das eleições, direita italiana está 20 pontos à frente da esquerda

A um mês das eleições, direita italiana está 20 pontos à frente da esquerda
NurPhoto / Getty Images
Última sondagem mostra que o partido Irmãos de Itália soma quase 50% dos votos.

Os partidos da direita italiana, comandados pelos ultranacionalistas Irmãos de Itália, continua a liderar as sondagens a um mês das eleições, com quase 50% dos votos e 20 pontos percentuais à frente do bloco do centro-esquerda.

A última sondagem do Instituto Tecne atribui ao conjunto de partidos liderado pelo partido Irmãos de Itália, de Giorgia Meloni, 49,8% dos votos contra 30% da coligação da esquerda, liderada pelo Partido Democrata do ex-primeiro-ministro Enrico Letta.

Meloni juntou-se à Liga e à Forza Italia, lideradas respetivamente por Matteo Salvini e Silvio Berlusconi.

Por sua vez, o movimento antissistema 5-Estrelas (M5S) cai para perto de 10% das intenções de voto na sondagem.

A 9 de agosto, um estudo da Sky TG24 já dava ao bloco de direita 48,2% dos votos.

Uma vitória de Meloni nas eleições de 25 de setembro pode abrir caminho à formação de uma maioria de dois terços no parlamento, servindo o objetivo de reforma constitucional já sugerido pelo líder dos Irmãos de Itália.

Segundo Meloni, esta reforma teria como objetivo reforçar um sistema político "frágil e instável", marcado por constantes mudanças de Governo, disse ao semanário britânico "The Spectator", sugerindo a possibilidade de aumentar os poderes do primeiro-ministro ou de facilitar a eleição direta do presidente.

Ainda sobre as eleições, o líder da Liga, Matteo Salvini, disse esta sexta-feira que a Rússia não afetará "minimamente" os resultados eleitorais, um dia depois do vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev, ter pedido aos eleitores europeus que punissem os seus governos "idiotas".

"Trabalhadores, donas de casas, estudantes e reformados escolherão com as suas próprias cabeças", disse Salvini.Salvini, que em 2017 visitou Moscovo, chegou a afirmar que admirava e respeitava o presidente russo Vladimir Putin, mas hoje disse que passaram-se vários anos desde que esteve na Rússia e teve contacto com políticos russos.

"Estou ocupado com a Itália", sublinhou.

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