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Embaixador dos Estados Unidos na Rússia deixa Moscovo

Embaixador dos Estados Unidos na Rússia deixa Moscovo
Alex Wong
Os dois países atravessam um momento de grande tensão.

O embaixador dos Estados Unidos na Rússia deixou este domingo Moscovo depois de concluir a sua missão de quase três anos no país, num momento de grande tensão entre as duas nações, devido à intervenção militar russa na Ucrânia.

"O embaixador dos EUA na Federação Russa, John J. Sullivan, completou a sua permanência como enviado dos EUA e deixou Moscovo hoje [domingo]", afirmou a embaixada norte-americana na Rússia, num breve comunicado.

No sábado, Sullivan foi ao Salão das Colunas da Casa dos Sindicatos de Moscovo para homenagear Mikhail Gorbachev, o último líder da URSS (antiga União Soviética), que faleceu esta semana na capital russa.

A encarregada de negócios, Elizabeth Rood, assumirá as funções de embaixadora dos EUA naquele país até à chegada do sucessor de Sullivan, que se aposentará, depois de uma carreira que durou quatro décadas sob a liderança de cinco presidentes norte-americanos.

John Sullivan, que foi vice-secretário de Estado e ocupou outros cargos de alto nível nos departamentos de Justiça, Defesa e Comércio dos EUA, foi nomeado embaixador para a Rússia em dezembro de 2019.

O diplomata, que sempre se pronunciou a favor da sociedade civil e dos direitos humanos na Rússia, e criticou duramente a repressão da oposição, liderada pelo preso Alexei Navalny, teve de lidar com as tensões entre os EUA e aquele país mal chegou a Moscovo.

Em abril de 2021, teve de deixar Moscovo por recomendação do Ministério das Relações Exteriores russo, ou seja, no mesmo mês em que Washington impôs sanções à Rússia e expulsou 10 diplomatas por suposta interferência nas eleições presidenciais de 2020.

O Kremlin respondeu com medidas semelhantes, colocando os EUA na lista de "países hostis", limitando a contratação de funcionários locais para a embaixada e a circulação de diplomatas americanos em solo russo.

O seu colega nos EUA, Anatoly Antonov, tinha sido mandado de volta para o seu país um mês antes, quando o presidente dos EUA, Joe Biden, chamou "assassino" ao seu homólogo russo, Vladimir Putin.

Ambos regressaram aos seus respetivos cargos mais tarde, após a cimeira Biden-Putin, em Genebra, em junho de 2021, mas as relações entre os dois países só pioraram, em vez de melhorar, devido à guerra da Rússia na Ucrânia.

Atualmente, as relações entre os EUA e a Rússia são inexistentes, com exceção de alguns canais de trabalho, devido à intervenção militar da Rússia no país vizinho.

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