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Escravatura no mundo: os números alarmantes divulgados pela ONU

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Maioria das situações acontece em alguns dos países mais ricos do mundo.

As Nações Unidas dizem que há quase 28 milhões de escravos em todo o mundo e destes, mais de três milhões são crianças. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de pessoas forçadas a trabalhar aumentou 10% nos últimos quatro anos.

Em 2022, segundo revela a Organização das Nações Unidas, existem em todo o mundo 27,6 milhões de pessoas em situação de escravatura.

Segundo a mesma fonte, este número aumentou significativamente ao longo dos últimos anos, e, só nos últimos quatro, sofreu um acréscimo de 10%. Destes milhões de pessoas que são forçadas a trabalhar sem qualquer dignidade, 3,3 milhões são crianças.

Estes números agora publicados levantam sérias preocupações entre as entidades mundiais, que apontam a pobreza extrema, as guerras, as alterações climáticas e a pandemia, como principais causas deste flagelo global.

“Sabemos que temos de proteger as pessoas contra as vulnerabilidades que estão no cerne do trabalho forçado. Temos de melhorar as práticas de recrutamento, por isso são justas e são éticas. Temos de reforçar a inspeção do trabalho e a aplicação da lei. Todas estas coisas, sabemos o que funciona, só não o estamos a fazer o suficiente”, afirmou Guy Ryder, Diretor-Geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo a OIT, a grande maioria das situações que se verificam atualmente acontece nos países mais ricos do planeta, tais como Dubai e China. O país da península arábica tem sido alvo de um intenso escrutínio devido às situações reportadas por vários trabalhadores envolvidos nos trabalhos de construção dos estádios que serão utilizados no Mundial de futebol.

Já na China, as situações apontadas estão relacionadas com o trabalho forçado de milhares de pessoas que se encontram detidas, por motivos religiosos e étnicos.

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