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Momentos de caos no Quénia após multidão tentar entrar em estádio sobrelotado

Momentos de caos no Quénia após multidão tentar entrar em estádio sobrelotado
TONY KARUMBA

Na tomada de posse do novo Presidente do país. Pelo menos 60 pessoas ficaram feridas.

Pelo menos 60 pessoas ficaram esta terça-feira feridas quando uma multidão tentava entrar num estádio sobrelotado em Nairobi para assistir à posse do novo Presidente do país, William Ruto, disse fonte médica.

"Tivemos de tratar alguns com ferimentos ligeiros. A maioria foi levada para o hospital principal em Nairobi", disse Peter Muiruri, dos serviços de socorros, citado pela agência Associated Press (AP), admitindo que o número de feridos possa subir. Segundo explicou a mesma fonte, os ferimentos aconteceram quando uma cerca caiu, após ser empurrada pela multidão. Alguns populares queixaram-se de violência policial: "A polícia bateu-me quando tentava entrar", disse uma testemunha, Benson Kimutai, citada pela AP.

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A polícia queniana reforçou o contingente junto ao estádio, onde cada vez mais gente tentava entrar, apesar de o espaço já estar cheio, disse o porta-voz da polícia, Bruno Shioso, citado pela agência Efe, antes do início da cerimónia de posse.

"Para evitar desafios logísticos, pede-se ao público que procure formas alternativas de ver os procedimentos, especialmente desde a comodidade das suas casas", disse Shioso.

William Ruto tornou-se no quinto Presidente do Quénia

As autoridades instalaram ecrãs no exterior do estádio, o Moi International Sports Center-Kasarani, para transmitir a cerimónia. William Ruto tornou-se hoje oficialmente o quinto Presidente do Quénia, numa cerimónia de tomada de posse que marcou o fim de semanas de controvérsia, após uma eleição renhida, mas pacífica na maior economia da África Oriental.

Com uma das mãos repousada sobre a Constituição e a outra a segurar uma bíblia, o novo chefe de Estado, com 55 anos, comprometeu-se a "defender e proteger" a Lei Fundamental do país e foi saudado por cerca de 60.000 pessoas reunidas no maior estádio da capital queniana. O compromisso assumido pelo novo Presidente queniano foi testemunhado pelos chefes de Estado e de governo de muitos vizinhos, nomeadamente da Etiópia, Uganda, Somália, Tanzânia, entre outros, assim como de vários países do continente africano, como da República Democrática do Congo, Chade ou Zimbabué.

William Ruto, até agora vice-presidente do chefe de Estado cessante, Uhuru Kenyatta, foi reconhecido vencedor das eleições presidenciais de 9 de agosto pelo Supremo Tribunal queniano na semana passada. Os juízes rejeitaram unanimemente as acusações de fraude interpostas pelo seu adversário, Raila Odinga, uma figura histórica da oposição no Quénia, atualmente com 77 anos, que concorreu com o apoio de Kenyatta.

Ruto venceu Odinga por cerca de 233.000 votos de diferença, num total de 14 milhões de votos expressos. Odinga declarou "respeitar" a decisão do Supremo Tribunal, apesar de "discordar" da mesma e não compareceu à cerimónia de tomada de posse.

As eleições foram acompanhadas de perto pela comunidade internacional, que as avaliou como genericamente livres e justas, sem a ocorrência de eventos violentos como os que marcaram todas as eleições presidenciais anteriores no Quénia.

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