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Que Governo se irá formar na Suécia?

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A análise de Ricardo Alexandre, editor de internacional na TSF, à demissão da primeira-ministra da Suécia.

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, demitiu-se esta quarta-feira depois de o partido de extrema-direita ter alcançado uma vitória nas eleições legislativas. Ricardo Alexandre, editor de internacional da TSF, diz que compreende a decisão da primeira-ministra sueca e aponta o possível cenário político após estas eleições.

A diferença entre os dois partidos poderá corresponder a três deputados, segundos os resultados avançados com 99% dos boletins de voto contabilizados. Magadalena Andersson abriu a porta a uma espécie de Governo de bloco central, mas, o mais provável, será que se forme um bloco de direita.

“Ela já abriu a porta à possibilidade de uma espécie de Governo bloco central, liderado pelos moderados, que tivesse em conta os Sociais-Democratas – o partido da atual primeira-ministra, agora demissionária”, explica Ricardo Alexandre, avançando que “isso não é o mais provável”.

Para o jornalista, “o mais provável” será a constituição de um “Governo minoritário” que será liderado pelo Partido Moderado de Ulf Kristersson “que vai governar com minoria, mas apoio parlamentar” dos Democratas Suecos, como foi avançado durante a campanha eleitoral, numa “espécie de geringonça à sueca e do lado direto”.

O crescimento do partido de extrema-direita na Suécia demonstra “o profundo descontentamento da sociedade sueca com a insegurança, muito atribuía à luta entre gangs violentos”, afirma Ricardo Alexandre, lembrando que este ano já morreram perto de 50 pessoas.

“Os suecos estão a valorizar bastante isso e a valorizar a narrativa deste partido da extrema-direita que liga essa violência entre grupos criminosos às comunidades imigrantes”, remata.

Além disso, o jornalista lembra ainda o “cordão sanitário” que foi imposto “por todo o espetro político da Suécia à uns anos a este partido não funcionou”. Segundo este “cordão sanitário”, os partidos chegaram a recusar-se a participar em debates políticos quando os Democratas Suecos estivessem presentes.

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