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Regime islâmico organiza contramanifestação no Irão

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Número de mortos nos protestos subiu para os 50, de acordo com uma ONG.

O regime islâmico organizou esta sexta-feira uma contramanifestação de defesa dos princípios da Revolução Islâmica no Irão. O protesto acontece em resposta à revolta provocada pela detenção e morte de Mahsa Amini, de 22 anos, por alegadamente não estar vestida de acordo com as regras impostas ao vestuário das mulheres.

As manifestações contra a morte de uma jovem após a sua detenção pela “polícia de moralidade” estão a ser reprimidas pelas forças de segurança do Irão. De acordo com a ONG Iran Human Rights, já morreram 50 pessoas nos protestos.

A jovem Mahsa Amini, de 22 anos, foi detida na terça-feira em Teerão, onde se encontrava de visita, por alegadamente trazer o véu de forma incorreta e transferida para uma esquadra com o objetivo de assistir a "uma hora de reeducação".

Morreu três dias mais tarde num hospital onde chegou em coma após sofrer um ataque cardíaco, que as autoridades atribuíram a problemas de saúde, versão rejeitada pela família.

Desde então multiplicaram-se os protestos em pelo menos 20 cidades e milhares de manifestantes antigovernamentais e forças de segurança entraram em confrontos, naqueles que são já considerados como os distúrbios políticos mais graves no país desde 2019.

A televisão estatal referiu hoje que o número de mortos nos distúrbios desta semana pode chegar a 26, mas diversos grupos de direitos humanos dizem que foram mortas centenas de pessoas nas manifestações.

O Irão suspendeu o acesso à internet e apertou as restrições nas redes sociais mais usadas para organizar manifestações, como o Instagram e o WhatsApp.

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