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Advogado acusado pelo TPI em caso ligado ao Presidente do Quénia encontrado morto

Advogado acusado pelo TPI em caso ligado ao Presidente do Quénia encontrado morto
Mike Corder/ AP

A família de Paul Gicheru, de 50 anos, encontrou o advogado inconsciente em casa, esta segunda-feira.

Um advogado queniano acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de subornar e ameaçar testemunhas de acusação num caso aberto anteriormente por este tribunal contra o recentemente eleito Presidente do Quénia, foi encontrado morto, de acordo com a polícia.

Paul Gicheru tinha-se declarado inocente no início deste ano de todas as oito acusações de interferência com testemunhas no processo contra o atual chefe de Estado, William Ruto, que tinha sido acusado de envolvimento na violência após as eleições de 2007 no Quénia, que provocou mais de 1.000 mortos.

As acusações contra Ruto e outros, incluindo o anterior Presidente, Uhuru Kenyatta, acabaram por ser retiradas e o caso desmoronou-se por entre alegações de interferência por parte de testemunhas. Ruto negou todas as acusações de que foi alvo.

De acordo com um relatório policial a que a agência Associated Press teve acesso, a família do Gicheru, com 50 anos, encontrou-o inconsciente em sua casa esta segunda-feira à noite.

"O corpo foi encontrado deitado de costas, limpo, vestido casualmente e sem saliva ou sangue […] no corpo", segundo o relatório, que sublinha que "o falecido era um paciente diabético e com tensão arterial elevada".

O relatório não avança qualquer explicação para a morte do advogado.

A Comissão de Direitos Humanos do Quénia afirmou estar "preocupada com a notícia chocante da morte prematura" do advogado e exortou a que seja realizada uma investigação rápida e conclusiva.

Ruto presidiu hoje à sua primeira reunião de gabinete, depois de ter tomado posse no passado dia 13 de setembro.

O porta-voz do TPI, Fadi El Abdallah, manifestou-se indisponível para comentar a morte de Gicheru, mas esclareceu que, "se houver informação sobre a morte de um acusado, deve ser apresentada uma confirmação dessa informação ao tribunal, que depois emite uma decisão de encerramento do caso".

Os juízes do TPI estão atualmente a rever o caso e não há qualquer data marcada para audiências ou julgamento.

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