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Dinamarca participa pela primeira vez numa missão militar da UE

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeppe Kofod
Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeppe Kofod
EMIL HELMS

Dinamarca aprovou num referendo histórico em junho, com quase 67% dos votos a favor, uma cooperação de Defesa mais estreita com a UE.

O Governo dinamarquês anunciou esta terça-feira o envio de dois helicópteros para a Bósnia-Herzegovina no âmbito de uma missão militar da União Europeia (UE), a primeira em que participa após abolir uma exceção na política de Defesa de 1993.

Trata-se de dois helicópteros médicos que vão estar no país dos Balcãs até ao final do ano, respondendo a um pedido urgente do comando operacional da Operação Althea.

"As tendências separatistas em zonas da Bósnia-Herzegovina continuam a criar uma situação tensa. É do claro interesse da Dinamarca que não aumentem", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeppe Kofod, em comunicado.

Kofod enfatizou que o país está a estudar de forma contínua a possibilidade de "mais contribuições militares" para a UE, para que a Dinamarca possa assumir "mais responsabilidades" dentro das suas "obrigações internacionais".

A Dinamarca aprovou num referendo histórico em 1 de junho, com quase 67% dos votos a favor, uma cooperação de Defesa mais estreita com a UE, naquela que é primeira vez que elimina uma das quatro exceções que tem na política comunitária desde 1993.

Este país nórdico foi o único, numa UE ainda de 12 Estados-membros, a não aprovar o tratado de Maastricht em 1992, e, perante a ameaça de bloqueio, acabou por apoiá-lo numa nova consulta um ano depois com um modelo à medida que incluía exceções na união monetária e económica, Defesa, cooperação policial e jurídica e cidadania.

Os dinamarqueses haviam rejeitado em dois referendos, em 2000 e 2015, a adesão ao euro e a retirada da exceção legal, respetivamente.

A consulta de junho foi convocada pela primeira-ministra social-democrata, Mette Frederiksen, após a intervenção militar russa na Ucrânia em fevereiro e resultou de um acordo com a maioria das forças políticas do arco parlamentar.

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