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Pelo menos 14 mortos em ataques iranianos ao Curdistão

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Ataques terão ocorrido devido ao apoio às manifestações pela morte de Mahsa Amini.

No Curdistão iraquiano, pelo menos 14 pessoas morreram e quase 60 ficaram feridas em ataques já reivindicados por Teerão. Os ataques terão ocorrido devido ao apoio às manifestações que ocorrem no Irão pela morte de Mahsa Amini, a jovem curda que foi detida pela policia da moralidade por usar o véu de forma incorreta.

As autoridades iranianas acusam os partidos curdos de motivarem as constantes manifestações a que se tem assistido nos últimos dias. Por esse motivo, o Irão levou a cabo vários ataques contra alvos na região curda do Iraque, que fizeram dezenas de mortos e feridos, entre os quais mulheres e crianças.

A onda de protestos que assola o Irão teve início há duas semanas, quando a jovem Mahsa Amini, de 22 anos, foi detida pela polícia da moralidade, por utilizar o véu e forma incorreta.

A jovem acabou por falecer e as Nações Unidas já pediram uma rápida investigação à sua morte. A entidade também já mostrou a sua preocupação com a as dezenas de vítimas causadas pelos recente protestos.

"Estamos cada vez mais preocupados com os relatos do aumentos de mortes, incluindo mulheres e crianças, relacionadas com esses protestos. O secretário-geral apela às forças de segurança para que se abstenham de utilizar força desnecessária ou desproporcionada e apela a todos para que exerçam a máxima contenção, a fim de evitar uma nova escalada.", afirmou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU.

No resto do mundo, os protestos têm marcado a ordem do dia de várias nações. Em Madrid, Espanha, centenas de pessoas marcharam contra a situação repressiva vivida no Irão. Pedro Sánchez, chefe do Governo espanhol, repudiou a forma como as autoridades iranianas estão a lidar com os protestos.

Também em Berlim, centenas de manifestantes reuniram-se nas ruas da capital alemã, em apoio ao povo iraniano.

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