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Homem condenado a quatro anos e meio de prisão por "violência" contra polícia nos EUA

(Arquivo)
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Choochart Choochaikupt / EyeEm

Robert Gilman assumiu ter sido “vítima de repressão política”. Na altura dos factos, o homem estava sob o efeito de álcool.

Cidadão norte-americano de 28 anos foi, hoje, condenado por um tribunal do sudoeste da Rússia a quatro anos e meio de prisão por "violência" contra um agente policial, anunciou a comissão de inquérito russa.

"Ele foi considerado culpado de ter cometido um crime (...) de uso de violência contra as forças da ordem", indicou a comissão de inquérito em comunicado. Segundo os investigadores, o cidadão norte-americano Robert Gilman "deu vários pontapés" a um polícia, quando se encontrava "em estado de embriaguez" numa carruagem de passageiros de um comboio, a 17 de janeiro de 2022, antes de ser dominado por vários agentes.

Foi colocado sob custódia policial e, três dias depois, em prisão preventiva. Gilman declarou-se hoje "vítima de repressão política" na sessão de anúncio do veredicto por um tribunal de Voronej (sudoeste) citado pela agência noticiosa Ria Novosti. "Foi um terrível incidente que não consegui impedir", disse o norte-americano à imprensa. Segundo ele, estava "inconsciente" no momento dos factos.

O seu advogado, Valéri Ivannikov, já anunciou que vai apresentar recurso da decisão do tribunal, precisando que pedirá uma "redução de pena", depois do seu cliente ter apresentado um pedido de desculpas à vítima. Acrescentou igualmente que vai "pedir às autoridades norte-americanas para iniciarem um processo de troca" de prisioneiros para libertar o seu cliente.

Outros cidadãos dos Estados Unidos da América (EUA) estão presos na Rússia, entre os quais a estrela do basquetebol feminino Brittney Griner e o ex-fuzileiro naval Paul Whelan, numa altura de extrema tensão entre Washington e Moscovo devido à ofensiva russa na Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro deste ano.

Em abril, outro ex-fuzileiro naval, o norte-americano Trevor Reed, condenado a nove anos de prisão na Rússia por atos de violência que negava ter cometido, foi trocado por um piloto russo, Konstantin Iarochenko, encarcerado nos Estados Unidos desde 2010 por tráfico de droga relacionado com a guerrilha colombiana FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

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