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Massacre na Tailândia: autoridades e familiares prestam homenagem

Massacre na Tailândia: autoridades e familiares prestam homenagem
Sirachai Arunrugstichai
O último balanço do massacre aponta para 37 mortes, incluindo 23 crianças, e 12 feridos.

As autoridades e familiares dos mortos no ataque a uma creche na Tailândia na quinta-feira, prestaram hoje homenagem às vítimas, entre as quais estão mais de duas dezenas de crianças.

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A Tailândia ficou em estado de choque após o ataque de quinta-feira numa pequena cidade rural numa das regiões mais pobres do país.

"Chorei até não ter mais lágrimas para sair dos meus olhos. Eles estão no meu coração", disse Seksan Sriraj, de 28 anos, que perdeu a sua mulher grávida no ataque ao Centro de Desenvolvimento Infantil, em Uthai Sawan.

"A minha mulher e o meu filho foram para um lugar tranquilo. Estou vivo e terei que viver. Se eu não puder continuar, a minha mulher e o meu filho ficarão preocupados comigo e não renascerão na próxima vida", disse Seksan Sriraj.

Os representantes da realeza e do Governo prestaram a sua homenagem ao usar roupas brancas, colocaram coroas de flores nas mesas cerimoniais em frente à porta principal da creche na manhã de hoje, enquanto que deixaram a bandeira tailandesa a meio mastro.

Também as famílias das vítimas deram as mãos para uma oração, antes de colocarem flores brancas no chão do local, seguidos por habitantes da localidade que também se deslocaram à creche.

O primeiro-ministro, Prayuth Chan-ocha, visitou a creche, e o Rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, e a rainha, devem ir, ainda hoje, aos hospitais onde sete das 10 pessoas feridas permanecem.

Está marcada uma vigília para um parque central da capital, Banguecoque.

Mais informações sobre o massacre

A polícia identificou o agressor, Panya Kamrap, de 34 anos, ex-sargento da polícia demitido no início deste ano devido a uma acusação relacionada com drogas, pela qual o atacante deveria comparecer hoje em tribunal. Segundo a polícia local, depois do ataque à creche, o homicida dirigiu-se para casa, onde matou a sua mulher e filho antes de se suicidar.

Um funcionário da creche disse a uma emissora de televisão tailandesa que o filho de Panya Kamrap frequentou a creche, mas há um mês que não ia ao local. As condolências e apoio foram enviados de todo o mundo. "Todos os australianos enviam o seu amor e condolências", disse o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, na rede social Twitter.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, assinalou a violência "sem sentido e de partir o coração".

O Papa Francisco ofereceu orações por todos os afetados pela "violência indescritível".

"Estou profundamente entristecido pelo tiroteio hediondo numa creche na Tailândia", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, no Twitter.


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