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Eleições presidenciais na Áustria: projeções dão vitória a Alexander Van der Bellen

Eleições presidenciais na Áustria: projeções dão vitória a Alexander Van der Bellen
Heinz-Peter Bader

Van der Bellen, um ecologista de 78 anos, deverá obter 54,6% dos votos.

O atual Presidente austríaco, Alexander Van der Bellen, é o vencedor da eleição presidencial deste domingo, segundo projeções iniciais divulgadas após o encerramento das urnas.

Van der Bellen, um ecologista de 78 anos, deverá obter 54,6% dos votos, muito à frente dos restantes seis candidatos, de acordo com as primeiras pesquisas à boca de urna.

O resultado oficial deve ser anunciado na segunda-feira.

De acordo com os dados disponíveis, Van der Bellen impôs-se confortavelmente aos outros seis candidatos que concorreram nestas eleições e vai ocupar o cargo, que alcançou em 2016, num segundo e último exercício de seis anos.

De acordo com este resultado, apresentado pela emissora pública ORF, o segundo candidato mais votado foi Walter Rosenkranz, do partido ultranacionalista FPÖ, com 18,4% dos apoios.

Os restantes candidatos obtiveram entre 8,4% e 1,6% dos votos.

Foi a primeira vez que se apresentaram tantos candidatos a eleições presidenciais no país.

Van der Bellen foi líder do Partido Os Verdes entre 1997 e 2008, e agora tinha o apoio de sua antiga formação e o apoio mais ou menos direto do Partido Popular (ÖVP), os sociais-democratas do SPÖ e do NEOS Liberal, que não apresentaram candidatos próprios.

As previsões foram calculadas com base em 65% dos votos apurados e com uma estimativa do voto por correspondência, que só será contabilizado segunda-feira.

Van der Bellen venceu as eleições de 2016 com 53,8% dos votos contra o candidato do FPÖ, após um longo processo eleitoral de oito meses devido à contestação dos resultados pelos ultranacionalistas.

Alexander Van der Bellen apresentou-se aos eleitores como "uma escolha segura em tempos incertos".

O atual Presidente candidatou-se desta vez como independente. Exerceu o primeiro mandato em contexto de pandemia, instabilidade interna e de um novo conflito na Europa, na sequência da invasão russa da Ucrânia.

Das cinco forças políticas com representação parlamentar, só o Partido da Liberdade (extrema-direita) apresentou um candidato, o seu ex-líder de bancada, Walter Rosenkranz.

Os outros candidatos presidenciais incluem Dominik Wlazny, do satírico Partido da Cerveja, que concorre com o pseudónimo Marco Pogo, e o ex-líder do antigo partido de extrema-direita Aliança para o Futuro da Áustria, Gerald Grosz.

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