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Adolescente encontrada morta dentro de um baú em Paris

Fotografia de Lola divulgada pela mãe nas redes sociais.
Fotografia de Lola divulgada pela mãe nas redes sociais.

Uma mulher foi detida e acusada de homicídio de Lola de 12 anos.

Uma mulher de 24 anos foi detida e acusada do assassínio de uma adolescente encontrada morta dentro de um baú num prédio no nordeste de Paris, na sexta-feira.

A suspeita foi detida na madrugada de sábado, um dia após a descoberta do corpo da adolescente de 12 anos, Lola. Está acusada de homicídio e de "violação com atos de tortura e barbárie", revela a agência France-Presse que cita uma fonte judiciária.

A mulher, que sofrerá de distúrbios mentais, foi vista nas imagens de videovigilância do prédio onde morava a rapariga. Uma testemunha também relatou a presença desta mulher, que na sexta-feira lhe tinha pedido ajuda para mover um baú volumoso a troco de dinheiro.

Os pais de Lola, preocupados porque não tinha ainda regressado da escola na tarde de sexta-feira, alertaram a polícia sobre o desaparecimento da filha, bem como a presença dessa mulher desconhecida no prédio.

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Nesse mesmo dia, um sem-abrigo de 42 anos descobriu, no pátio interior do edifício onde reside a família de Lola, uma caixa de plástico contendo o corpo da adolescente.

O corpo da rapariga estava escondido entre tecidos, as mãos e os pés estavam amarrados e tinha um corte no pescoço, embora a autópsia tenha revelado que morreu por asfixia. Nos pés estavam escritos um “0” num pé e “1” no outro.

A autópsia realizada no sábado determinou que Lola morreu devido a "insuficiência cardio-respiratória com asfixia e sinal de compressão cervical", segundo um comunicado emitido na segunda-feira pela procuradora de Paris, Laure Beccuau.

O exame revelou "múltiplas outras lesões", mas não "lesão traumática da esfera sexual".

Suspeita detida e interrogada

No sábado de madrugada, a polícia prendeu a principal suspeita - uma mulher de 24 anos, nascida na Argélia, identificada pela imprensa como Dahbia B.

A suspeita era conhecida da polícia por ter sido vítima de violência doméstica em 2018. Entrou legalmente em França em 2016 com uma autorização de residência estudantil.

Em 21 de agosto, foi detida num aeroporto francês por falta de autorização de residência, tendo sido automaticamente emitida uma obrigação de deixar o território francês (OQTF).

No interrogatório após a detenção, as respostas da mulher oscilaram entre "a admissão e a contestação dos factos", segundo o comunicado.

De acordo com as suas declarações, relatadas pela procuradora Laure Beccuau, a suspeita terá dito que "arrastou a vítima para o apartamento da sua irmã, que mora no mesmo prédio que a rapariga, a teria forçado a tomar um banho antes de tentar cometer atos de carácter sexual e de outras agressões que resultaram na morte e que terá escondido o corpo dentro do baú".

"Um zero e um 1 foram escritos a vermelho sob cada pé da vítima", segundo a procuradora de Paris.

Segundo suspeito sob vigilância policial

Além da principal suspeita, um homem de 43 anos também foi indiciado na segunda-feira por "ocultação de cadáver", segundo fonte judicial.

É suspeito de ter alojado e transportado a mulher e de ter ajudado a transportar o corpo. Foi colocado sob vigilância judicial, “não sendo possível a prisão preventiva devido à pena em que incorre”, segundo esta fonte.

Outras quatro pessoas detidas no âmbito da investigação foram entretanto libertadas sem acusação nesta fase.

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