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Putin recupera tradição soviética e condecora primeiras "mães heroínas"

Putin recupera tradição soviética e condecora primeiras "mães heroínas"
SERGEY GUNEEV / KREMLIN POOL / SPUTNIK / POOL

Distinção foi concedida pela primeira vez na URSS em outubro de 1944, com o objetivo de estimular as taxas de natalidade.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, concedeu os primeiros títulos de "mãe heroína", retomando uma tradição soviética que homenageia mulheres com dez ou mais filhos, de acordo com um decreto presidencial hoje divulgado.

Medni Kadyrova, mulher do líder checheno Ramzan Kadyrov, que tem 14 filhos segundo o 'site' oficial da presidência chechena, tornou-se uma das duas primeiras mulheres russas a receber este título.

A segunda mulher distinguida é Olga Dekhtiarenko, da península de Yamal, localizada ao norte do Círculo Polar Ártico.

A sua família, com dez filhos, venceu a competição nacional "Família do Ano" em 2020, segundo os órgãos de comunicação social locais.

O título "mãe heroína", por vezes traduzido como "mãe heroica", foi implementando na era soviética e Putin decidiu restaura-lo em agosto.

A distinção foi concedida pela primeira vez na URSS em outubro de 1944, com o objetivo de estimular as taxas de natalidade depois da Segunda Guerra Mundial, onde morreram milhões de soviéticos.

Depois, deixou de existir após a queda da União Soviética em 1991.

A Rússia enfrenta há anos uma nova crise demográfica, que se agravou com a pandemia de covid-19 e o início da ofensiva russa na Ucrânia.

Vladimir Putin decidiu restaurar este título, determinando também o pagamento de um milhão de rublos [cerca de 16.200 euros] às mulheres homenageadas.

De acordo com os resultados preliminares dos últimos censos, publicados pela agência russa de estatística (Rosstat), cerca de 147 milhões de pessoas viviam na Rússia em outubro/novembro de 2021, um milhão a menos do que em 1992, após a queda da URSS.

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