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Reino Unido em recessão: vêm aí mais impostos e cortes na despesa pública

Correspondente SIC

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Governo britânico apresentou o orçamento extraordinário.

No Reino Unido, o Governo apresentou, esta quinta-feira, um orçamento extraordinário. Sem surpresas, vêm aí mais impostos e cortes na despesa pública.

As deduções fiscais vão ser congeladas, o que na prática significa que um aumento indireto de impostos para todos os contribuintes.

Além disso, vai baixar o limiar a partir do qual se começa a pagar a taxa mais alta de IRS, ou seja, mais contribuintes a pagar 45% de imposto.

O Governo diz que a culpa é da crise internacional, esquecendo o caos causado pelo miniorçamento da ex-primeira-ministra conservadora.

Se os contribuintes vão pagar mais, quase todos os ministérios vão receber menos.

A salvo dos cortes fica a Defesa, que mantém o orçamento nos 2% do PIB.

A Saúde e a Educação vão receber mais 6 mil milhões de euros, nos próximos dois anos.

Os apoios sociais do estado e as reformas vão ser atualizadas de acordo com a inflação.

Os lucros das petrolíferas passam a ser taxados a 35%, em vez dos atuais 25%, uma ideia que até era defendida pelo principal partido da oposição. Mas os trabalhistas não ficaram convencidos.

Entre aumentos de impostos e cortes na despesa pública, as medidas anunciadas esta quinta-feira valem 63 mil milhões de euros. Números que pouco importarão às famílias britânicas cujo rendimento disponível, regressará ao nível de há 9 anos.

O Reino Unido está oficialmente em recessão. Este ano, a economia ainda cresce 4,2%, mas dá um tombo em 2023.

2024, deverá ser o ano da recuperação.

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