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Influencer acusa Qatar Airways de gordofobia após ser impedida de embarcar

Influencer acusa Qatar Airways de gordofobia após ser impedida de embarcar
Reprodução Instagram Juliana Nehme

Brasileira conta que companhia aérea a impediu de embarcar num voo por ser “muito gorda”.

A influencer e modelo brasileira Juliana Nehme denunciou, na quarta-feira, na sua conta de Instagram, que foi impedida de embarcar num voo da Qatar Airways, no Líbano, por ser “muito gorda”.

Apesar de ter comprado bilhete em económica, Juliana contou que a companhia aérea exigia que adquirisse um bilhete na classe executiva, no valor de três mil dólares (mais de 2,8 mil euros), para poder embarcar.

“A comissária da Qatar disse que não posso embarcar porque sou muito gorda e não tenho direito a essa passagem. [...] Estamos eu, a minha mãe, a minha irmã e o meu sobrinho. Agora, ela simplesmente nega-se a dar as passagens e a deixar-me embarcar no voo para Doha e de lá para São Paulo porque sou gorda. […] O que é que eu vou fazer?”, desabafou.

A influencer contou ainda que apesar de ter tentado fazer o “upgrade” do seu bilhete para classe executiva, “ninguém o quis vender”.

A irmã e o sobrinho de Juliana acabaram por embarcar no avião, mas a modelo e a mãe ficaram retidas. Apesar dos contactos com a embaixada do Brasil no Líbano, que tentou ajudar “de todas as formas possíveis”, a companhia continuou a recusar-se deixar Juliana viajar.

“Disseram que teria que pagar um bilhete extra e pagar multa. Hoje, com o embaixador, disseram que preciso de comprar duas passagens extra para mim e pagar uma multa da minha mãe”, lamentou.

“Sou gorda, mas sou igual a toda a gente”, disse Juliana, acusando a Qatar Airways de discriminação e gordofobia.

Entretanto, de acordo o jornal Estadão, e depois da polémica que se gerou nas redes sociais com o caso, a Qatar Airways remarcou o voo de Juliana e da mãe, que já chegaram ao Brasil.

A companhia aérea assegurou que todos os passageiros sempre foram tratados “com respeito e dignidade” e explicou que quem ocupe o espaço de outro passageiro, não consiga prender o cinto de segurança ou baixar os apoios de braços do assento, “pode ser obrigado a comprar um assento adicional”.

“Tanto por questões de segurança, como pelo conforto e a segurança dos outros passageiros”, esclareceu a Qatar Airways.

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