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O silêncio ensurdecedor de uma abstenção do Qatar na ONU

Símbolo das Nações Unidas.
Símbolo das Nações Unidas.
John Minchillo
No Conselho dos Direitos Humanos da ONU, a maioria dos países condenou a repressão nos protestos do Irão.

O Qatar, duramente criticado pelo seu histórico de violações de direitos humanos, absteve-se esta quinta-feira numa votação no Conselho de Direitos Humanos da ONU que condenava a violência contra os protestos no Irão.

O pequeno Estado do Golfo, que faz parte do Conselho de 47 membros em Genebra, absteve-se numa votação sobre o estabelecimento de um inquérito internacional à repressão mortal das autoridades iranianas contras os manifestantes no país.

A resolução, que condena as autoridades e pede que sejam recolhidas provas dos abusos com vista a processar os responsáveis, foi aprovada por 25 votos a favor, com seis contra e 16 abstenções.

O Qatar, que acolhe neste momento o Mundial de Futebol da FIFA, ocupa um dos 13 assentos da Ásia-Pacífico no Conselho, tendo sido eleito pela Assembleia-Geral da ONU para um mandato de três anos, de 2022 a 2024.

Nos últimos anos, Doha e Teerão desfrutaram de fortes laços políticos que contrastam com as difíceis relações do Irão com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

Os preparativos para o Mundial de Futebol foram dominados por preocupações com o tratamento que o Qatar deu aos trabalhadores migrantes, mulheres e à comunidade LGBTQIA+, para grande desconforto dos organizadores do torneio.

Desde então, várias equipas protestaram simbolicamente contra as leis do país.

Entre os estados cujas seleções participam do torneio, votaram a favor da abertura de uma investigação internacional no Irão a Argentina, Reino Unido (Inglaterra, País de Gales), França, Alemanha, Japão, México, Holanda, Polónia, Coreia do Sul e Estados Unidos.

O Qatar foi acompanhado pelo Brasil, Camarões e Senegal no campo das abstenções.

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