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Edward Snowden já tem passaporte e "o mais importante" não pode ser extraditado

Edward Snowden já tem passaporte e "o mais importante" não pode ser extraditado
Armando Franca/AP

Snowden é procurado pela justiça norte-americana desde 2013, que o acusa de violar a lei de espionagem dos EUA.

O ex-analista norte-americano da NSA Edward Snowden, exilado na Rússia, recebeu o passaporte e o documento de nacionalidade russa, depois de o presidente Vladimir Putin ter anunciado a concessão de cidadania.

"Edward recebeu ontem [quinta-feira] o passaporte da Rússia e prestou juramento tal como estipula a lei", disse à agência Interfax o advogado Anatoli Kucherena.

O advogado de Edward Snowden acrescentou que o seu cliente está "contente e agradece" à Rússia o estatuto de cidadão do país.

"O mais importante é que, de acordo com a Constituição russa, (Snowden) não pode vir a ser extraditado para outro país", sublinhou Kuchenera.

Edward Snowden, ex-analista e ex-operacional da National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos passou a residir na Rússia após ter pedido asilo político, em 2013.

Em novembro de 2020, Snowden solicitou a cidadania russa. Até ao momento, não fez qualquer comentário ou referência à operação militar russa contra a Ucrânia que começou no passado mês de fevereiro.

O novo cidadão russo recebeu o estatuto de residência permanente em outubro de 2020, assim como a mulher Lindsay Mills.

O primeiro filho do casal nasceu em dezembro de 2020 sendo que a criança obteve automaticamente a cidadania russa, de acordo com a legislação do país.

O antigo analista dos serviços de informações e de vigilância norte-americanos fugiu dos Estados Unidos em 2013 depois de ter revelado informações sobre programas de espionagem e vigilância de Washington.

Snowden é procurado pela justiça norte-americana desde 2013 que o acusa de violar a lei de espionagem dos Estados Unidos tendo casado na Rússia com Lindsay Mills, em 2017.

Além de autor de livros, também publicados em português, Snowden trabalha como consultor e participa em conferências (através de meios remotos) sobre tecnologias de informação, riscos e ameaças relacionadas com a vigilância cibernética.

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