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Homem de 63 anos condenado a 60 anos de prisão por exploração sexual de estudantes

Homem de 63 anos condenado a 60 anos de prisão por exploração sexual de estudantes
Elizabeth Williams

Lawrence Ray atuava como pai ou padrinho protetor das alunas, acabando por as manipular, agredir e obrigar à prostituição. Com este esquema, obteve milhões de dólares em dinheiro.

Um homem de 63 anos foi condenado esta sexta-feira a 60 anos de prisão, por exploração sexual de estudantes amigas da sua filha numa pequena universidade perto de Nova Iorque.

Lawrence Ray chocou o país durante o julgamento que decorreu na primavera passada, no qual foi considerado culpado de 15 acusações, incluindo a criação de um "sistema de exploração sexual", tráfico sexual, agressão e violência, prostituição forçada de mulheres jovens e obtenção de milhões de dólares em dinheiro.

"Larry Ray é um monstro", realçou o procurador federal de Manhattan, Damian Williams, citado num comunicado da procuradoria a anunciar a sentença de 60 anos de prisão contra este homem de 63 anos.

A partir de 2010, "durante anos (...) apoderou-se das consciências e dos corpos das suas vítimas e retirou-lhes milhões de dólares", acusou ainda.

"Sadismo. Pura e simplesmente (...) um génio do mal", acrescentou o juiz Lewis Liman, citado num comunicado da justiça nova-iorquina.

Este esquema diabólico de Ray há muito que intriga os investigadores, depois de, em 2010, este homem ter invadido o dormitório da sua própria filha no Sarah Lawrence College, um pequeno estabelecimento de ensino superior de humanidades nos subúrbios nobres do norte de Nova Iorque.

Instalado com a sua filha, Lawrence Ray, conhecido como "Lawrence Grecco", atuou durante meses como pai ou padrinho protetor de vários alunos, ganhando gradualmente a sua confiança.

Depois, o domínio psicológico intensificou-se através de manipulação, privação, assédio, humilhação, ameaças verbais e físicas, agressões, conforme os depoimento recolhidos.

O homem de 60 anos também foi considerado culpado de extorsão, às vezes de dinheiro dos pais das suas vítimas, que forçou ao trabalho e à prostituição.

Em abril de 2019, uma longa investigação de uma revista de Nova Iorque, The Cut, revelou que pelo menos um administrador do Sarah Lawrence College sabia dos crimes de Lawrence Ray já em 2011, depois dos pais terem alertado o estabelecimento sobre a sua presença no pequeno campus em Bronxville, perto da cidade de Yonkers.

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