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Polícia espanhola detém suspeito de enviar cartas-bomba

Polícia espanhola detém suspeito de enviar cartas-bomba
Paul White

Uma das cartas armadilhadas foi enviada para o primeiro-ministro espanhol. Várias embaixadas e edifícios governativos foram também alvo destes ataques.

Um homem de 74 anos foi detido, esta quarta-feira, pela polícia espanhola por suspeitas de ter enviado cartas-bombas para vários edifícios governativos e embaixadas. O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, também recebeu um destes subscritos armadilhados.

O primeiro envelope foi enviado, a 24 de novembro, para o palácio de Moncloa, tendo sido neutralizado pelos serviços de segurança do primeiro-ministro. Foram ainda enviadas cartas-bomba para a embaixada da Ucrânia e para a embaixada dos Estados Unidos.

O Ministério da Defesa e uma base aérea nos arredores de Madrid também receberam estes subscritos armadilhados, assim como uma empresa de armas, localizada em Saragoça, que fabrica material militar enviado para a Ucrânia.

UKRAINE FOREIGN MINISTRY

As autoridades espanholas dizem que todas os envelopes encontrados são iguais: castanhos e com as moradas escritas a caneta, com a mesma letra. A segurança foi reforçada nos edifícios públicos e os envios estão a ser investigados como atos terroristas. Quatro das cartas fora denotadas de forma controlada.

A polícia já tinha conseguido identificar que os seis pacotes tinham sido enviados a partir da cidade de Valladolid. Apenas um dos pacotes enviados não sofreu danos, permitindo às autoridades analisar o seu conteúdo. Trata-se de dispositivo de fabrico caseiro com cargas de pólvora.

O ministro da Administração Interna espanhol recomendou à Comissão Europeia e a países parceiros que tomassem medidas caso recebessem cartas armadilhadas semelhantes, admitindo que podem estar relacionadas com a guerra na Ucrânia.

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