Opinião

Plástico sem vontade própria 

Hoje apanhei um táxi daqueles que se chamam através de aplicações e que, já se sabe, não são táxis mas fazem o mesmo.

Era um carro de marca alemã, daqueles caros, que custam alguns milhares valentes de euros.

Tudo muito cómodo.

E tudo cheio de plástico por todo o lado.

Como qualquer automóvel.

Como qualquer avião, autocarro, hospital, gabinete de dentista, laboratório, escritório, apartamento, etc.

A guerra aos plásticos é essencial, se queremos tentar resgatar o planeta, dizem-nos.

Consumimos milhões de toneladas de plásticos que, quando não são reciclados, acabam a poluir rios e mares.

Até, ao que parece, já há mais plástico no estuário do Douro do que peixes.

Mas, mesmo que acabemos com os sacos, palhinhas, copos e garfos descartáveis, o que vamos fazer em relação a tudo o resto que é fabricado com plástico?

Ou seja, a tudo o resto que usamos no dia-a-dia e que é, em tantos casos a única forma de termos acesso a trabalho, saúde ou informação, a preços acessíveis?

Quais são as soluções?

Por outro lado, sejamos claros.

O maior problema é, como sempre, o da educação.

Porque, a menos que seja levado pelo vento, nenhum saco de plástico chega, sozinho, aos nossos rios e mares.

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