Opinião

"Para quê serem associações e não os professores? A igualdade de género é simples de explicar às crianças"

A polémica sobre o convite a associações LGBTI para "promover a igualdade de géneros" é fortemente criticada pel'A Procuradora, que defende a pedagogia dos professores em vez do ativismo ideológico. No comentário semanal, Manuela Moura Guedes criticou ainda a forma como o Estado negoceia com os privados, comparando o Novo Banco à TAP. Destaque também para um artigo "inconstitucional" na proposta da Lei de Bases da Saúde e para o chumbo de um voto de pesar pela revolta no Tibete, há 60 anos.

IGUALDADE DE GÉNERO OU IDEOLOGIA DE GÉNERO?

Manuela Moura Guedes não entende porque as aulas de cidadania, que têm planos pedagógicos aprovados pelo Ministério da Educação, não são dadas pelos professores. Há cada vez mais casos, tornados públicos, de "visitas de estudo" e "sessões de esclarecimento" onde os oradores são membros de associações LGBTI.

Como o caso polémico, nas últimas semanas, que tem o Agrupamento de Escolas de Santo André como protagonista. Uma visita ao auditório de outra escola, com dois objetivos claros:

Uma questão de educação e cidadania ou de ideologia? Manuela Moura Guedes fala dos estranhos tempos que o mundo está a viver, onde se criam cada vez mais subcategorias enquanto se ergue a bandeira da igualdade.

"A TAP É UMA ESPÉCIE DE NOVO BANCO"

As contas do Novo Banco continuam entre imparidades. Mas enquanto não há auditoria, não existe outra forma de atenuar a crise das contas: é preciso injetar mais dinheiro. Ao todo, desde o primeiro momento, os portugueses já viram sair dos cofres públicos quase 7 mil milhões de euros.

Um caso de venda, concretizado pelo atual Governo, que em tudo se assemelha à reversão de privatização de uma outra empresa.

Manuela Moura Guedes fala da TAP. O PS elegeu como uma bandeira de campanha tomar as rédeas da transportadora aérea. E concretizou. Ficou com 50 por cento mas sem qualquer administrador executivo. Mas, como grande acionista, "se houver falta de dinheiro da TAP, é o Estado a pôr e começa a haver prejuízos".

"SE ALGUÉM ESTIVER A FRITAR E FOR CARDÍACO, NÓS TEMOS QUE LÁ IR E DIZER QUE NÃO PODE!"

A frase pode parecer que não faz sentido. Mas faz. Tendo em conta o que está escrito na proposta do Governo para uma nova Lei de Bases da Saúde. Manuela Moura Guedes ouviu Maria de Belém Roseira, na Comissão de Saúde da Assembleia da República, e foi procurar saber mais. E comparou o que está escrito na Constituição da República Portuguesa com o que foi escrito pelo Governo.

No Jornal da Noite, A Procuradora faz o alerta e diz que o que está a ser analisado e avaliado no Parlamento é "perigoso"

PARA LAMENTAR

Manuela Moura Guedes critica a maioria parlamentar que chumbou um voto de pesar pela passagem dos 60 anos da vitória chinesa no Tibete e da fuga do Dalai Lama.

O voto de pesar do PAN destacava que a "situação dos direitos humanos no Tibete diminuiu drasticamente nos últimos anos". E que vários direitos fundamentais estão "altamente restringidos". Um voto que dividiu bancadas, mas que foi rejeitado pela maioria dos deputados.

A Procuradora diz mesmo que "não deixa de ser engraçado que quem tanto se preocupa com igualdade de género não se preocupe com direitos humanos".

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