Opinião

"Há um dever de lealdade para com o Estado"

Os laços de família no Partido Socialista levam Manuela Moura Guedes a criticar o "nós do Poder" criados nos últimos anos: "Isto é despotismo". No espaço semanal no Jornal da Noite, A Procuradora comentou ainda a falta de consenso na nova Lei de Bases da Saúde e a falta de resposta prática do Estado português, para as portuguesas que tiveram filhos de relações com homens do Daesh.

"O FACTO DE SER PARENTE DO MINISTRO FAZ QUE NÃO POSSA SER ESCOLHIDA"

Os casos são vários. E estão nas notícias há várias semanas. No atual governo as relações pessoais passaram para a mesa do Conselho de Ministro.

Esta semana, no comentário semanal no Jornal da Noite, Manuela Moura Guedes voltou ao tema com inspiração italiana: "la famiglia".

As relações do álbum de família dividem-se em "casados", "pai e filha", "cunhadas ou "irmãos".

São relações pessoais que mexem com os gabinetes do poder. Manuela Moura Guedes afirma que fica em causa, o "dever de lealdade para com o Estado".

Já não foi a primeira vez que Manuela Moura Guedes comentou estes "nós do poder socialista". A Procuradora já tinha sugerido que as reuniões do Conselho de Ministro poderiam ser feitas ao estilo de piquenique.

MAIORIA SIMPLES PARA LEI CONSIDERADA DE "FUNDAMENTAL CONSENSO"

A nova Lei de Bases da Saúde continua a provocar as farpas dos discursos políticos entre esquerda e direita. O Presidente da República está no meio dos partidos a apelar ao consenso. Mas será consenso total ou o consenso que seja possível alcançar.

No comentário no Jornal da Noite, A Procuradora recuperou as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa que disse, frente a uma plateia de políticos e especialistas, que esta altura "não é a ideal" para a discussão.

A Procuradora afirmou de forma clara que "se fosse uma lei tão importante assim exigiria uma maioria qualificada".

"O QUE É QUE FAZEMOS A ESTAS CRIANÇAS. E A ESTAS MULHERES?"

O califado chegou ao fim. Agora. Mas há muito tempo, centenas de mulheres e crianças vivem em campos de refugiados. Não são pessoas livres nem prisioneiras de guerra.

Muitas mulheres foram para a Síria, por amor. Muitas engravidaram. Depois de fugirem ou terem sido resgatadas, vivem pela sobrevivência, com os filhos nos braços, com fome. Algumas são portuguesas e lusodescendentes que precisam de uma resposta do Governo português.

O último tema em análise, no Jornal da Noite, fica marcado também por esta frase: "Achas que em ano de eleições, vamos ter alguma resposta?".

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