Opinião

Shhh... um segredo contado ao vento: Spotify Stations

Lourenço Medeiros

Lourenço Medeiros

Editor de Novas Tecnologias

Opinião de Lourenço Medeiros

Atualizado a 14/06/2019

Três ecrãs da Spotify Stations, não é muito mais do que isso mas dá para muitas horas de prazer.

Três ecrãs da Spotify Stations, não é muito mais do que isso mas dá para muitas horas de prazer.

Três ecrãs da Spotify Stations, não é muito mais do que isso mas dá para muitas horas de prazer.

Pelo menos para mim era segredo até ter dado com um artigo, era mais um artigo do que uma notícia, de um tipo todo contente porque o Spotify Stations tinha chegado aos Estados Unidos.

Ao que parece estreou discretamente na Austrália e chegou uns tempos depois, também sem fanfarras nem anúncios, aos EUA. Eu nunca tinha ouvido falar em Spotify Stations, como app separada.

Aliás, nem faz teoricamente muito sentido.

O nome revela, ou parece revelar, aquilo que de facto é. Com base numa música, num artista o Spotify constrói uma rádio. Só que essa função já existe no Spotify. Não percebo muito bem a ideia de fazer uma app à parte. Imagino que os utilizadores do serviço ignorem a função e a decidam potenciar mais.

Pois fizeram muito bem. Eu tenho esta pequena aldrabice de usar uma app store americana e já estou a usufruir da nova aplicação.

Devo dizer que esta função era das coisas que me parecia menos conseguida no Spotify normal. A escolha das músicas pelo menos no meu caso não era brilhante e ao fim de pouco tempo terminava, ou seja para continuar no mesmo artista de base entrava num loop.

Neste aspeto, o serviço pago do YouTube Music é francamente melhor, ou será, vamos ver.

Este Spotify Station parece pela pequena experiência que deu para ter até agora francamente melhorado.

Claro que há diferenças. Eu estou aqui a elogiar o serviço pago, sendo subscritor do Spotify já tenho direito sem outra assinatura como seria de esperar. Sendo assim posso saltar músicas se uma das escolhas não me agradar e não tenho publicidade.

Já com o serviço gratuito é o contrário, ouvimos o que nos servirem e com anúncios, claro, que alguém tem que pagar isto tudo.

Ficam as primeiras impressões antes da estreia, agora falta chegar a Portugal.

Tenho que admitir que o sistema é complicado para os autores, mas para o simples ouvinte estes tempos em que podemos dispor de praticamente toda a música do mundo num simples telemóvel são fascinantes.

Devíamos dar mais valor a todo este luxo que damos por adquirido.

P.S. (Depois de publicada a primeira versão deste texto) Os algoritmos estão francamente melhores, podemos fazer as estações que quisermos cada uma delas com base num género, numa “disposição” ou num ou vários artistas, até um máximo de vinte por cada rádio. Começa a fazer de facto diferença.