Opinião

França já não é “besta negra”

José Manuel Freitas

José Manuel Freitas

Comentador SIC Notícias

Às terças e sextas o futebol marca presença maioritária no Match Point, mas o Desporto em geral terá sempre aqui o seu espaço. Na escrita de José Manuel Freitas.

É tempo de Portugal, através da mais bonita de todas as suas equipas, a Seleção de futebol principal, voltar a encontrar-se com a França. Só que os gauleses, detentores do título mundial e tal como os lusos das melhores formações da atualidade, deixaram de ser a “besta negra” que tantos dissabores causaram a todos nós, porque em 2016, no seu ambiente, sentiram no seu egocentrismo quanto custa perder.

No palco tradicional da equipa das quinas, a Luz, tem lugar na noite de amanhã, infelizmente sem público porque é tempo de cerrar fileiras em defesa da saúde, mais um jogo entre os dois selecionados, decisivos como quase todos que valem classificações. Desta vez (embora fique um jogo por disputar a ambos na próxima terça-feira), o que está em causa é a entrada na “final four” da Liga das Nações, título que os portugueses ostentam desde o ano passado. Portugal lidera, com 10 pontos, os mesmos que a França, mas a vantagem é lusa por força do “goal average” (9-1 contra 7-3) e do nulo em Paris. O que, de forma simples, se pode reduzir ao seguinte: vitória lusa e mais um ponto na Croácia garantem os jogos que valem um título.

A preparação do jogo foi diferente para os dois conjuntos: a equipa de Fernando Santos “treinou-se” - porque jogou a dita segunda equipa - com Andorra e esmagou por 7-0, a segunda linha de Didier Deschamps jogou frente à Finlândia e perdeu (0-2). Logo, nenhum dos dois desafios entra na equação de Lisboa. Porque aí alinharão os melhores disponíveis e o resultado será, como sempre, imprevisível. O coração diz-nos que Portugal vai ganhar, mas a razão obriga-nos a estar de pé atrás. Porque a França joga, igualmente, muito bem. E assim, o melhor é esperar pela noite (deserta no País devido à pandemia) deste sábado, com a certeza de que a França já não é a “besta negra” do passado. E isso é muito bom!

RONALDO (FINALMENTE) “CENTENÁRIO”

A Covid19 afastou dos dois últimos jogos de Portugal (França e Suécia) o capitão de equipa, CR7, mais José Fonte e Anthony Lopes. Ao mesmo tempo, o craque luso não pôde chegar ao número mágico de 100 vitórias da equipa nacional, mas essa proeza aconteceu a meio da semana, uma vez que, mesmo não tendo sido titular, CR7 jogou toda a segunda parte e até conseguiu mais um golo para a sua extensa lista de remates certeiros. Golo que o coloca a apenas sete do detentor deste recorde, o iraniano Ali Daei, que soma 109. Ou seja: o antigo futebolista tem os dias contados, pois o português não descansará enquanto este máximo não lhe pertencer.

PORTUGAL SUB-21 OLHA PARA O EUROPEU

Outro selecionado português que também vai cumprindo a sua tarefa rumo à presença na fase final do Campeonato da Europa é o de sub-21. Ontem derrotou a Bielorrússia (3-0), este domingo defronta o Chipre, jogo em que vencendo – e seria um escândalo se assim não acontecesse – garante, como segundo classificado do grupo (pode ser primeiro se a meio da semana vencer os Países Baixos e retificar o desaire da primeira volta, de 2-4) a presença na fase final da competição, no ano que vem, na Hungria e Eslovénia. Uma equipa que possui jovens futebolistas de elevada qualidade, casos, por exemplo, de Diogo Costa, Max, Diogo Dalot, Nuno Mendes, Jota, Florentino, Pote, Joelson ou Gonçalo Ramos.

CICLISMO PORTUGUÊS: SEMPRE A SOMAR!

Desta feita foi no ciclismo de pista que Portugal voltou a provar que o seu momento na modalidade se não é o melhor de sempre anda lá perto: em Plovdiv, na Bulgária, Iuri Leitão tornou-se no novo herói luso, ao conquistar o título europeu na especialidade de “scratch”, ele que já havia conquistado a medalha de prata em eliminação. Foi neste tipo de competição, aliás, que Maria Martins também se notabilizou, uma vez que vai regressar a casa com a medalha de bronze. E nunca se sabe se não haverá mais medalhas, uma vez que hoje, em “omnium” os portugueses regressam à pista.

HAMILTON NA F1, JOAN MIR NO MOTO GP

Este domingo também pode ser especial nas duas competições motorizadas mais badaladas do planeta. Na F1, Lewis Hamilton pode garantir, na Turquia, em Istambul, o 7.º título mundial da carreira, bastando para tal vencer o respetivo Grande Prémio, coisa a que ele está habituado e do qual é o recordista, com 93 vitórias. Já no que diz respeito à F1 de duas rodas, o Moto GP, Valência pode atribuir os galões de campeão do mundo ao espanhol Joan Mir. Para tanto, basta ao espanhol da Suzuki subir ao pódio para se tornar no sucessor do seis vezes campeão, o também espanhol Marc Márquez, embora seja grande o grupo de combinações que o favorecem na corrida ao cetro, uma vez que tem 37 pontos de avanço sobre Fabio Quartararo e Alex Rins.

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