Opinião

Façam alguém feliz

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Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

A época natalícia apela aos melhores sentimentos e valores. Apela ao coração, ao altruísmo e à caridade. Ainda bem que assim é. E que pena que não seja sempre assim.

Nesta altura do ano, parece que ganhamos uma consciência adicional. Um coração maior. É como se entrássemos em modo solidário e percebessemos que, de facto, não somos todos iguais.

É mais agora, em novembro e dezembro, que damos conta disso. Que nos lembramos que a vida não é justa, não é equilibrada nem está bem distribuída. Há quem tenha mais do que precisa, há quem tenha apenas o que precisa e há quem não tenha nada do que precisa.

O mesmo homem, que nasce e morre da mesma forma, emparedado em realidades tão distintas. Que estranho que é o universo. Por cada pessoa que vive de forma mais ou menos desafogada, há outra que sobrevive em condições miseráveis. Por cada alma que é livre e feliz, há outra aprisionada no medo ou na fome.

O nosso quotidiano, sempre tão intenso e avassalador, raramente nos dá tempo para pensar nisto, mas no Natal não. No Natal não nos esquecemos.

Esta realidade, a de vivermos num mundo tão desigual, tem causas que todos conhecemos. Há quem esteja em maus lençóis por força das suas opções. Há quem faça más escolhas que levam a resultados desastrosos. Mas na maioria das vezes as coisas não acontecem por motivos tão circunstanciais. Há outras razões, mais profundas e estruturais, que agigantam o abismo entre iguais.

O apelo que aqui vos quero deixar é muito simples:

- Façam alguém feliz. Ajudem o próximo. Deem a mão a quem precisa.

Façam-no de forma genuína, sincera e desinteressada, sem esperar nada em troca. Sem juízos de valor. Sem mas nem ses. A solidariedade a sério é assim, pura e sincera. Despretensiosa e anónima.

Não façam o que não podem, o que não conseguem, o que não é possível. Façam o que sabem, como sabem e conseguem.

Ajudar a sério é ajudar dentro das possibilidades, de forma proporcional e sentida. De forma moderada e sensata.

Se não puderem dar o peixe, ofereçam a cana e ensinem a pescar. Se não puderem dar o pão, ofereçam água ou atenção. Seja como for, estejam lá para alguém. De corpo e alma. Ouçam, aconselhem, acarinhem. Emprestem, ofereçam, apoiem.

Não há nada mais gratificante do que ser solidário. Ninguém muda o mundo sozinho mas se cada um fizer a sua quota-parte, muitos farão a diferença.

É certo e garantido, vão por mim.

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