Opinião

Olhar para o passado ou olhar para o futuro?

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Gosto mais de olhar para o futuro do que para o passado, embora a minha formação (em História) me leve a considerar sempre as lições que devemos tirar do que vivemos, seja cada um de nós, seja a humanidade.

Quando passa um ano sobre o primeiro caso oficial de Covid-19 em Portugal, o que me apetece mais é que tudo isto fique para a História, que passe depressa, que voltemos a viver sem condicionamentos.

À vida que tinhamos em 2019 já não voltamos. Isso de certeza. A "vida normal" vai ser certamente diferente. Ninguém ficará a mesma pessoa depois desta pandemia.

Dito isto, o que eu gostava mesmo era de desconfinar depressa mas os sinais que estão aí fazem-me temer o futuro próximo.

E que sinais são esses?

Em primeiro lugar, as variantes deste vírus. Em pouco mais de um ano, a humanidade conseguiu vacinas mas o vírus, como um mutante, conseguiu variantes. E não sabemos ainda como vão as vacinas reagir a estas variantes.

O que sabemos é que a terrível terceira vaga, aqui em Portugal teve uma ajudinha da variante britânica. E que já andam por aí a variante sul-africana, a brasileira e uma outra, semelhante à californiana. O que não sabemos é como vão comportar-se entre nós.

Em segundo lugar, as tendências globais. Se alguma coisa se tornou evidente neste último ano foi que estamos mesmo todos ligados e o que fizermos aqui, neste cantinho à beira mar, não servirá de nada se os outros não fizerem também a sua parte.

O que as tendências globais nos mostram é que se inverteu a descida do número de novos casos, que durava há quase dois meses. Ou seja, voltaram a aumentar os casos confirmados de Covid-19.

Em conclusão, desejando muito o desconfinamento, estou a fazer figas para que ele não aconteça em contraciclo e não nos conduza à quarta vaga.