Opinião

Vai Portugal! Nós acreditamos!

Às terças e sextas o futebol marca presença maioritária no Match Point, mas o Desporto em geral terá sempre aqui o seu espaço. Na opinião escrita de José Manuel Freitas.

Finalmente: a fase final do Campeonato da Europa de futebol de 2020, título conquistado por Portugal na edição anterior, em França, anima, desde esta sexta-feira, em Roma (Estádio Olímpico), cidade onde terá lugar o jogo de abertura (Turquia-Itália), até 11 de julho, dia da final, em Londres (Estádio de Wembley), o ambiente futebolístico mundial, apesar da competição ter lugar no velho continente. E, obviamente, não há nenhum português, por mais cético que seja, que não sonhe em ver a equipa liderada por Fernando Santos repetir o feito de há cinco anos.

Sim, o País acredita que é possível ver-se novamente Cristiano Ronaldo subir à tribuna e mostrar ao Universo o troféu de campeão, mas terá o selecionado talento individual, qualidade coletiva e vontade para conseguir o mesmo que nos recintos franceses? Vamos com calma, porque a fase de grupos é de se lhe tirar o chapéu ou não estivessem a lutar pelo apuramento, além de Portugal, a seleção que melhor futebol pratica na atualidade, a França, uma renovada Alemanha, seguramente a formação que com mais frequência chega aos desafios em que está em causa a decisão, e a Hungria, que tem a seu favor o facto de poder jogar dois dos três jogos em Budapeste, o primeiro dos quais com os portugueses, na próxima terça-feira.

A fase de grupos, e muito particularmente o primeiro jogo, é capital para as aspirações lusas – vale a pena recordar que em França, o último jogo do grupo foi com esta mesma Hungria e Portugal viu-se muito aflito para empatar (3-3) e garantir a passagem à fase seguinte. Portanto, com o desejo de que os futebolistas que integram este grupo – dos 26, 11 são campeões da Europa – tenham isso em atenção e levem até à exaustão as indicações do timoneiro. Porque, indo ao encontro dos três vetores já citados (talento individual, qualidade coletiva e vontade), não restam dúvidas de que o selecionado tem condições para seguir em frente – esperam-se grandes dificuldades com alemães e franceses, mas estes também devem sentir o mesmo, uma vez que os portugueses já não são os conformados do passado… - e intrometer-se na luta pelo título.

E quem serão, na verdade, os principais candidatos a conquistar a competição? Candidatos há vários, favorito apenas um: França. A equipa de Deschamps, campeã mundial em título, para além de praticarem um futebol vistoso, acutilante e muito ofensivo, têm um plantel fenomenal, onde sobressaem, entre outros, Varane, Pogba, Kanté ou Mbappé. E o leque de escolhas é inesgotável. Portanto, para mim, os franceses podem perfeitamente juntar o Europeu ao Mundial. Mas para isso terá de suplantar um considerável leque de favoritos: Portugal, Alemanha, Bélgica e Inglaterra estão, ao que me parece, na linha da frente. Daí, no que ao selecionado luso me diz respeito, estou no lote dos que acreditam em CR7, Rui Patrício, Pepe, Rúben Dias, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Diogo Jota e todos os outros. E é com ansiedade que espero pelo jogo com os húngaros. Uma vitória será o catalisador de tudo aquilo que se espera de quem vai defender o título brilhantemente conquistado em França. Vamos Portugal!!!

SÉRGIO CONCEIÇÃO E MIGUEL OLIVEIRA

Bem sei que este tempo é de Portugal. Da sua seleção, do Europeu e de muitos dos melhores futebolistas da atualidade. Porém, neste tempo de descanso a que me remeti algumas situações aconteceram e que não me passaram despercebidas. Escolho três, para não ser fastidioso. Acreditei que Sérgio Conceição deixaria o FC Porto. Falhei redondamente na previsão. O técnico que levou os dragões a alguns dos seus melhores momentos nos últimos quatro anos vai ficar mais três no clube. O que, bem vistas as coisas, não é boa notícia para os rivais.

Outro assunto, diz respeito ao Sporting e a Rúben Amorim. Conquistado o título, os leões prepararam, sem grandes alaridos, a nova época e enquanto procuram segurar a pérola Nuno Mendes pensam no reforço do plantel. Seja com a continuidade de João Mário, o regresso de Ricardo Esgaio ou a contratação dos famalicenses Rúben Vinagre e Ugarte. Porque a nova época será bem mais exigente e à uma Liga dos Campeões onde desejam fazer boa figura. Já no que diz respeito ao treinador ficou provado que a ANTF só tem uma coisa em mente: perseguir um cidadão que é mais dotado do que a maioria. E ponto final… parágrafo.

Finalmente, termino com um dos desportistas portugueses que mais me emociona: Miguel Oliveira. Ver o piloto de Almada fazer boa figura é algo que me faz muito, mas mesmo muito bem ao ego. E então, quando o falcão corta a linha de chegada em primeiro lugar, como aconteceu no último GP, a minha satisfação não tem limites. Porque revejo nele aquela vontade de fazer bem de uma geração de portugueses que são mesmo bons! E muitos deles… estão neste Europeu de futebol!

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