Opinião

Sessão de Cinema: “O Terceiro Homem”

Opinião

Orson Welles no papel de Harry Lime: memórias clássicas de 1949

É uma das referências fundamentais do clássico cinema “noir”, com Graham Greene a assinar o argumento e um elenco liderado por Orson Welles.

Eis um vector do mercado cinematográfico que vale a pena continuar a referir e valorizar. A saber: algumas plataformas de streaming continuam a desenvolver um importante trabalho de perscrutação do passado dos filmes, permitindo-nos compreender um pouco da imensa diversidade da história do cinema.

Agora, é o momento de podermos rever (ou mesmo descobrir) um clássico absoluto do chamado filme “noir”: “O Terceiro Homem”, produção de 1949 que, além do mais, se distingue por uma invulgar colecção de notáveis talentos. Assim, a realização pertence a Carol Reed, referência incontornável da produção britânica clássica, que viria a ser oscarizado graças ao musical Oliver! (1968); o argumento tem assinatura de Graham Greene e o elenco é liderado por um trio de respeito: Joseph Cotten, Alida Valli e, “last but not least”, Orson Welles.

Os acontecimentos são desencadeados pela presença do escritor Holly Martins (Cotten) em Viena, no pós-Segunda Guerra Mundial, para se encontrar com Harry Lime (Welles), um amigo que lhe prometeu um emprego… A partir daí, tudo se precipita, nada é o que parece e a tentativa de encontrar Lime transforma-se numa saga entre verdade e mentira, vida e morte.

Acompanhado pela lendária música de Anton Karas, “O Terceiro Homem” possui uma energia visual e dramática que, historicamente, muitos aproximaram da obra do próprio Welles como realizador… Seja como for, as suas inesquecíveis imagens a preto e branco acolhem o estilo “noir” em todo o seu esplendor — tais imagens valeram ao director de fotografia Robert Krasker o único Oscar que o filme recebeu.

Filmin