Análise

"Houve corrupção em todos estes processos. Está à vista finalmente"

José Gomes Ferreira e Paulo Baldaia analisam os últimos desenvolvimentos do caso das rendas excessivas da EDP, nas mãos do juiz Carlos Alexandre. O Ministério Público pediu hoje a suspensão de funções do presidente da EDP, António Mexia, e do administrador Manso Neto.

O Ministério Público quer a suspensão de funções do Presidente da EDP, António Mexia, e do administrador Manso Neto.

O Ministério Público pediu também que António Mexia e Manso Neto fiquem proibidos de viajar para o estrangeiro, com obrigação de entregarem o passaporte. Pediu ainda que os dois fiquem impedidos de entrar em todos os edifícios da EDP e de contactarem algumas pessoas. É ainda pedida uma caução de dois milhões de euros a António Mexia e de um milhão a João Manso Neto.

O juiz vai agora dar o direito de contraditório às defesas dos dois arguidos, acusados de crimes de corrupção e de participação económica em negócio.

Em relação a um terceiro arguido, o administrador da REN João Conceição, é também pedida a suspensão de funções e uma medida de coação de 500 mil euros.

O juiz marcou para o próximo dia 15 para as defesas apresentarem as contra-alegações e contestarem a promoção do Ministério Público.