Análise

"Ricardo Salgado fez tudo para que a troika não entrasse no banco. Esse erro foi fatal" 

Ricardo Costa e José Gomes Ferreira analisam a acusação do Ministério Público no processo da queda do GES.

O Ministério Público acusou esta terça-feira 18 pessoas e sete empresas por vários crimes económico-financeiros e algumas das quais por associação criminosa, no âmbito do processo principal do designado "Universo Espírito Santo", em que a figura central é o ex-banqueiro Ricardo Salgado.

Esta é uma investigação que decorre desde 2014, altura em que o maior grupo económico do país ruiu. Foram precisos seis anos para o Ministério Público concluir aquela que pode vir a ser a maior acusação de sempre.

Ricardo Costa diz que a demora do processo se justifica porque a Justiça portuguesa precisava de muita documentação que estava no estrangeiro, nomeadamente na Suíça. No Jornal da Noite da SIC, Ricardo Costa sublinha que este caso é a "maior falência e fraude bancária do pós-25 de Abril".

"Salgado fez tudo para que a troika não entrasse no banco. Esse erro foi fatal"

Ricardo Costa considera ainda que se a troika tivesse entrado no Banco Espírito Santo, o banco ainda existia nos dias de hoje, teria o mesmo nome e não estava lá Ricardo Salgado. E teriam sido poupados muitos milhões de euros aos portugueses.

José Gomes Ferreira diz que Ricardo Salgado não tem condições para escapar à acusação do Ministério Público, uma vez que era o líder da instituição bancária. José Gomes Ferreira explica que a acusação conhecida esta terça-feira é assente em dois pontos principais: “falsificação de documentos e a questão de se arranjar dinheiro do próprio banco para entregar ao grupo que estava falido”.