Análise

Avante!: "PCP devia ter percebido que esta festa se ia tornar demasiado tóxica"

A análise de Bernardo Ferrão à polémica que envolve a Festa do Avante!.

Começa esta sexta-feira a edição deste ano da Festa do Avante!.

Bernardo Ferrão diz não ter "dúvidas que regras serão cumpridas", mas que "PCP deveria ter percebido que a festa se tornaria tóxica". Entende também que "a DGS demorou tempo demais" a divulgar as regras para o Avante!: "a DGS leva aqui um cartão vermelho".

As recomendações da DGS permitem no máximo 16.563 pessoas por dia, nos 30 hectares do recinto e em relação às normas de saúde, os participantes do evento devem garantir o distanciamento físico de dois metros entre pessoas, em todos os espaços do recinto, salvo se forem coabitantes.

Ao contrário de anos anteriores, Jerónimo de Sousa não subirá ao palco no primeiro dia do evento, mas mantém-se o comício final no domingo.

"Já está a existir um custo político." O PCP é um partido político, que está representado no parlamento e representa eleitores e por isso "devia ter sabido dar o exemplo", diz Bernardo Ferrão.

"O PCP deixou que toda a discussão se concentrasse na Festa do Avante!."

Para Bernardo Ferrão "o argumento é simples": "há medo nas pessoas e o PCP devia ter sabido perceber esse medo".