Análise

Novo presidente do Tribunal de Contas. "O problema aqui é a falta de escrutínio nesta escolha"

A análise de Bernardo Ferrão à nomeação de José Tavares para a presidência do Tribunal de Contas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nomeou esta terça-feira, sob proposta do primeiro-ministro, o juiz conselheiro José Tavares presidente do Tribunal de Contas, cargo em que sucede a Vítor Caldeira.

Em análise no Primeiro Jornal da SIC, Bernardo Ferrão refere que "o problema aqui é a falta de escrutínio nesta escolha".

"O nome que foi escolhido, e tudo o que está à volta do nome que foi escolhido, fica também agarrado ao Presidente da República."

De acordo com a Constituição, compete ao Presidente da República nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o presidente do Tribunal de Contas, que tem um mandato de quatro anos.

Bernardo Ferrão explica que "Marcelo Rebelo de Sousa assinou por baixo [e] fica também responsável por esta troca atrapalhada".

"O Presidente da República dizia ao Expresso que era preciso alguém na mesma linha, assegurando a mesma independência, transparência, com o mesmo grau de exigência. E de repente vimos escolhido alguém, José Tavares, que o nome se cruza com Paulo Campos, Mário Lino, Guilherme Dray. Cruza-se com todo o processo das PPP Rodoviárias."

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