Análise

A novela Trump marca a semana... mas há mais em 5+5=5

Aqui a semana tem cinco dias e os temas também são cinco. À sexta-feira, recordamos as notícias que mais marcaram os últimos dias. Pedro Cruz explica as suas escolhas em cinco minutos. É o espaço 5 dias, 5 temas em 5 minutos.

A novela de Trump

Esta semana, Trump voltou a ser a estrela do seu próprio reality show.

Falou ao país já infetado, anunciou que estava infetado, depois foi internado, a meio do internamento deixou o hospital para acenar aos apoiantes, voltou ao hospital, saiu, explicou que agora vai ser tudo de graça, mas o seu tratamento terá custado cerca de 80 mil euros.

Tudo como se fosse um programa de televisão, em tensão permanente.

5 de Outubro

Não ficará na memória o último discurso «institucional» do primeiro mandato do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

Os apelos à união, a responsabilização de todos e de cada um para ultrapassar este annus horribilis de 2020 e outras mensagens de toque a rebate são pouco comparado com a dimensão do desafio.

Do Presidente esperara-se, neste tempo, um discurso mais «político». Mas em vésperas de Orçamento do Estado, em quase pré-campanha eleitoral para Belém e no meio de uma pandemia, Marcelo preferiu a discrição.

Tribunal de Contas

Não há limitação de mandatos no Tribunal de Contas.

Este é o primeiro e mais importante facto.

A renovação - ou não - fica dependente da avaliação política de quem propõe - primeiro-ministro (PM) - e de quem nomeia - Presidente da República (PR);

O «acordo» entre ambos, PM e PR, justifica a decisão, mas admite a pergunta, sendo que em política, o que é, tem de parecer: quem faz bons mandatos, no final, sai?

Debate quando um homem quiser

Sempre achei demasiado um debate quinzenal; Disse-o muitas vezes e estava quase sozinho nisso.

Mas passar de debates de duas em duas semanas para meia dúzia deles ao ano, e outros de urgência, e outros quando se justifique e outros quando um homem quiser é estar no extremo oposto.

E não ser o primeiro-ministro a responder, é outra forma de fugir ao confronto direto e, desta forma, até, desvalorizar adversários.

Costa, desta vez, escolheu responder ao PCP. Já sabemos que ...

Orçamento? Qual orçamento?

... pode dar muito jeito voltar a ter o PCP ao lado do PS no Orçamento.

Porque assim não ficará refém do BE, como está nesta altura, e a reedição da geringonça é o sonho de Costa que já disse que se tivesse de negociar com o PSD, este Governo não faria sentido.

O OE é entregue na próxima segunda-feira e, até à votação final global, há muito que ainda pode acontecer.