Análise

“Marcelo acredita que a fatura chegará a quem está a gerir a pandemia”

A análise de Bernardo Ferrão à comunicação do Presidente da República.

O Presidente da República decretou esta sexta-feira a renovação do estado de emergência em Portugal por mais 15 dias, até às 23h59 de 08 de dezembro, para permitir medidas de contenção da epidemia de covid-19. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou esta decisão numa comunicação ao país a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.

Para Bernardo Ferrão, Marcelo será o primeiro político a ir a votos em tempos de pandemia, razão pela qual afirma que essa é uma questão que preocupa e determina o seu discurso, mas sem deixar de dizer “tudo o que é preciso sem meias-palavras".

Considera que é fundamental Marcelo falar de clareza, mas que é preciso reconhecer que foi o próprio chefe de Estado que muitas vezes motivou confusões, lembrando alturas em que a DGS “dizia uma coisa e Marcelo fazia outra”.

Diz ainda que o Presidente da República reconhece que começa a ser evidente uma reação social negativa nas ruas - dando o exemplo dos protestos no último fim de semana relativos à restauração - mas também no Parlamento. Bernardo Ferrão acredita que o nível de aceitação está a mudar de forma desfavorável.

Por fim, destaca a fatura que terá de ser paga, acreditando que a pandemia terá um efeito nos detentores de cargos políticos. “Marcelo acredita que essa fatura chegará a quem está a gerir a pandemia”, conclui.