País

Os ministros do XIX Governo Constitucional

O primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, deslocou-se hoje ao Palácio de Belém para apresentar ao Presidente da República, Cavaco Silva, a composição do Governo que formou após o acordo estabelecido entre o PSD e o CDS.

Lusa

Lusa

MANUEL DE ALMEIDA

O XIX Governo Constitucional é o executivo  com menos ministros desde o 25 de Abril, com 11 ministros, dos quais três  pertencem ao CDS-PP, quatro são do PSD e quatro apresentados como independentes.

Até agora, o executivo mais curto desde 1974 tinha sido o X Governo  Constitucional, chefiado por Cavaco Silva, que tomou posse em 1985, com  13 ministros. 

Apesar da sua dimensão mais reduzida, o CDS-PP tem no XIX Governo o  mesmo número de ministros que teve nos dois anteriores de coligação com  o PSD, entre 2002 e 2005 -- três, enquanto o PSD tem quatro, além do primeiro-ministro,  Pedro Passos Coelho.

Executivo tem oito estreantes e duas mulheres 

O elenco governativo inclui oito estreantes em funções executivas e duas mulheres, enquanto três futuros ministros já  desempenharam funções em anteriores Executivos. 

Além do primeiro-ministro indigitado, que também nunca integrou qualquer  governo, e excluindo os secretários de Estado já divulgados, só o líder  do CDS-PP, Paulo Portas, que será ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros,  José Pedro Aguiar-Branco (Defesa) e Miguel Macedo (Administração Interna)  já ocuparam posições de responsabilidade governativa. 

Portas fora ministro da Defesa durante os governos liderados por Durão  Barroso e Santana Lopes, tal como Aguiar-Branco, que teve a pasta da Justiça,  após a saída de cena do atual presidente da Comissão Europeia, enquanto  Macedo já desempenhou os cargos de secretário de Estado da Juventude e secretário  de Estado da Justiça. 

O futuro ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, assim como  a futura responsável pela Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território,  Assunção Cristas, colaboraram de perto com Cavaco Silva e com a antiga ministra  da Justiça Celeste Cardona, mas como assessor ou adjunta, respetivamente.

De resto, Paula Teixeira da Cruz (Justiça), Miguel Relvas (Assuntos  Parlamentares), Pedro Mota Soares (Solidariedade e Segurança Social), apesar  da larga experiência política nunca integraram qualquer governo, assim como  Álvaro Santos Pereira (Economia e Emprego), Paulo Macedo (Saúde) e Nuno  Crato (Educação, Ensino Superior e Ciência). 

Ao contrário do governo cessante, que tinha 16 titulares de pastas e  foi o mais feminino de sempre - com cinco ministras -, o novo Executivo  só vai contar com Paula Teixeira da Cruz e Assunção Cristas, respetivamente  na Justiça e na Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.

O primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, tinha trabalhado com  Ana Jorge (Saúde), Isabel Alçada (Educação), Helena André (Trabalho e Solidariedade  Social), Dulce Pássaro (Ambiente e Ordenamento do Território) e Gabriela  Canavilhas (Cultura). 

 

Composição do novo Governo: