País

Executivo empossado, novo primeiro-ministro promete que "Portugal não falhará"

O XIX Governo Constitucional tomou hoje posse,  com o novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a garantir que "Portugal  não falhará", depois de o Presidente da República ter alertado para os "riscos  catastróficos" de um eventual incumprimento dos compromissos internacionais.

2011 - O XIX Governo Constitucional liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho toma posse, no Palácio da Ajuda, cerca de duas semanas após as legislativas de 5 de junho. É o governo mais reduzido dos 19 formados desde 1976, contando com 11 ministros, dos quais dois são ministros de Estado: Vítor Gaspar (Finanças) e Paulo Portas (Negócios Estrangeiros).

2011 - O XIX Governo Constitucional liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho toma posse, no Palácio da Ajuda, cerca de duas semanas após as legislativas de 5 de junho. É o governo mais reduzido dos 19 formados desde 1976, contando com 11 ministros, dos quais dois são ministros de Estado: Vítor Gaspar (Finanças) e Paulo Portas (Negócios Estrangeiros).

MIGUEL A. LOPES

MIGUEL A. LOPES

Pedro Passos Coelho toma posse como primeiro-ministro

Pedro Passos Coelho toma posse como primeiro-ministro

MIGUEL A. LOPES

MIGUEL A. LOPES

MIGUEL A. LOPES

MIGUEL A. LOPES

A cerimónia decorreu, como habitual, no Palácio da Ajuda, em Lisboa,  tendo tomado posse, além do primeiro-ministro, 11 ministros e dois secretários  de Estado, naquele que é - ainda sem serem conhecidos os secretários de  Estado - o executivo mais pequeno desde o 25 de Abril.

O primeiro discurso foi o do Presidente da República, Cavaco Silva,  que sublinhou a importância de cumprir os compromissos internacionais no  âmbito da ajuda externa, sob pena de a situação se tornar "economicamente  irreversível e socialmente insustentável".

O chefe de Estado disse ainda esperar da coligação governativa - à  qual prometeu cooperação ativa - "solidez, consistência e durabilidade",  já que o país não está em condições de viver "crises políticas sucessivas",  e alertou para que as eleições não servem para promover "o rotativismo das  clientelas".

Na intervenção de tomada de posse, Passos Coelho propôs aos portugueses  "um novo pacto de confiança" e anunciou que o Governo não nomeará novos  governadores civis e promoverá um "Programa Nacional de Poupança".

O primeiro-ministro deixou também o compromisso de reduzir o endividamento  do país e o que chamou de "embriaguez da dívida" e uma promessa: "Portugal  não falhará".

A reforma da justiça mereceu uma referência especial de Passos Coelho,  que defendeu uma revisão neste setor que passe pela simplificação processual  e avaliação de desempenho dos agentes, entre outras medidas.

Durante a cerimónia, o único "incidente" foram problemas com as canetas  de dois ministros do CDS, Assunção Cristas e Pedro Mota Soares. O novo ministro  da Solidariedade e da Segurança Social - que chegou à cerimónia de mota  e saiu em carro oficial - teve mesmo de recorrer à caneta suplente disponível  em cima da mesa para assinar o auto de posse.

Cá fora, dois protestos: da dupla de humoristas "Homens da Luta", que  já tinha marcado presença na última tomada de posse de José Sócrates, e  dos 'estreantes' do Movimento "Democracia Verdadeira Já".

O ex-primeiro-ministro, José Sócrates, entrou e saiu da Ajuda sem prestar  declarações aos jornalistas, ao contrário dos antigos ministros Teixeira  dos Santos, Vieira da Silva, Ana Jorge e Luís Amado, que deixaram palavras  de encorajamento ao novo executivo.

A única reação crítica aos discursos da cerimónia veio do presidente  do Governo Regional dos Açores, Carlos César, que lamentou que Passos Coelho  não tenha feito "uma declaração de princípio mais inequívoca" quanto à necessidade  de uma colaboração próxima com o PS.

Dos novos ministros ficaram as promessas de trabalho e empenho, com  Nuno Crato a pedir uns dias para "aterrar" no Ministério da Educação, Paulo  Macedo a garantir que já hoje terá reuniões de trabalho no Ministério da  Saúde e o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, a garantir  que a concertação social será uma grande prioridade.

O último a abandonar o Palácio da Ajuda foi o primeiro-ministro, que  saiu em silêncio e de mão dada com a mulher, Laura.