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Hospital Santa Maria com nota máxima em obstetrícia e segurança do doente

O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, à semelhança de outros de Portugal continental, obteve a classificação máxima na área da obstetrícia, onde foram avaliados os procedimentos relativos a partos e cuidados pré-natais, tendo obtido igual classificação na segurança do  doente. 

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Os dados constam do relatório do SistemaNacional de Avaliação em Saúde  (SINAS),hoje tornado público pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que  anualmente faz uma avaliação da qualidadeglobal dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde com internamento. 

Em relação ao Hospital de Santa Maria, umdos maiores do país, com lotação  de1.365 camas, e em matéria de excelência clínica, a nota máxima foiatribuída  à área de obstetrícia, assimcomo em matéria de segurança do doente. 

A área de pediatria, onde são avaliados oscuidados prestados aos recém-nascidos  ea crianças com pneumonia, recebe a classificação intermédia. 

Já em relação as áreas da ginecologia --histerectomias e ortopedia  --artoplastias da anca e joelho, o hospital não forneceu os dados necessários  à avaliação. 

Também na região de saúde de Lisboa e Valedo Tejo, o Hospital Prof.  DoutorFernando Fonseca, mais conhecido por Hospital Amadora-Sintra, com  uma lotação de 785 camas, teve classificaçãointermédia nas áreas de ginecologia, obstetrícia, ortopedia e pediatria, todas dentro do item excelênciaclínica.

No item segurança do doente, o hospitalobteve igualmente a classificação intermédia. 

Já em relação ao Hospital Garcia de Horta,em Almada, o SINAS indicou  que "nãofoi possível aferir do cumprimento de todos os parâmetros de qualidade  exigidos", adiantando que o hospital nãoforneceu os dados necessários à avaliação da área de ortopedia. Na área de pediatria, o processo está na  fase inicial de organização dos dados. 

A norte, o Centro Hospitalar São João, noPorto, com lotação de 1.130  camas,dentro do parâmetro excelência clínica, teve direito a nota máxima  na área de ginecologia e a nota intermédianas áreas de neurologia, obstetrícia  eortopedia. Já na área de pediatria obteve a classificação base. 

Sobre a área de cardiologia, o SINAS refereque o hospital não forneceu  os dadosnecessários para proceder à avaliação. 

O Hospital de São João, um dos maiores dopaís, obteve ainda classificação intermédia no item segurança do doente. 

No centro do país, o Centro Hospitalar deCoimbra, Hospitais da Universidade  deCoimbra, com 1.144 camas, no item de excelência clínica, conseguiu uma  classificação intermédia nas áreas deneurologia e de ortopedia. Já na área  decardiologia, o hospital não forneceu os dados necessários. 

Obteve ainda uma classificação base no itemsegurança do doente. 

No Alentejo, o Hospital do Espírito Santo,EPE, em Évora, com 340 camas,  declinou aavaliação em matéria de excelência clínica, tendo, no entanto,  obtido nota intermédia em matéria desegurança do doente. 

Mais a sul, o Hospital de Faro, EPE teve anota máxima na área de ginecologia  enota intermédia nas áreas de neurologia, cardiologia, obstetrícia, ortopedia  e pediatria. Teve também nota máxima no itemsegurança do doente. 

Os hospitais de Santa Maria, Prof. DoutorFernando Fonseca, Garcia de  Horta, naregião de Lisboa e Vale do Tejo, o hospital de S. João Porto,  na região Norte, o Centro Hospitalar de Coimbra,Hospitais da Universidade  de Coimbra, naregião centro, o Hospital do Espírito Santo, em Évora, no  Alentejo, e o Hospital de Faro, na região Sulsão alguns exemplos que constam  norelatório. 

O modelo do SINAS visa avaliar asinstituições em diferentes dimensões  daqualidade processando-se esta avaliação em dois níveis.  

Só depois de cumprir os critérios que a ERSconsidera essenciais para  a prestação decuidados de saúde com qualidade é que as instituições podem  aceder ao segundo nível de avaliação paraaferir o grau de qualidade máxima  (III),intermédia (II) ou de base (I). 

Com Lusa