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Colonoscopias no SNS com sedação a partir de abril

Todas as colonoscopias no Serviço Nacional de Saúde passam a poder ser feitas com recurso a sedação a partir de 1de abril, uma forma de reduzir o receio com a realização deste exame, segundo um despacho hoje publicado.

© Jean-Paul Pelissier / Reuters

"A 1 de abril de 2014 entra em vigor um novo pacote de cuidados ao abrigo da convenção para a endoscopia gastrenterológica, que garante a colonoscopia associada à analgesia do doente, reduzindo o efeito dissuasor à realização do exame. Este novo pacote de cuidados inclui a realização da colonoscopia e todos os seus procedimentos adequados (como a sedação), representando um elevado esforço financeiro do Ministério do Ministério da Saúde", refere o diploma. 

Segundo o despacho publicado hoje no Diário da República, as Administrações Regionais de Saúde (ARS) têm até ao final deste mês para contratualizar com os hospitais o aumento do número de colonoscopias realizadas após prescrição do médico de família. 

O despacho assinado pelo secretário de Estado da Saúde assume que o número atual de prestadores convencionados do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para colonoscopias é insuficiente para "permitir um alargamento desejado da deteção precoce do cancro colo-retal". 

Até estar concluído o procedimento de contratação de convenções, o Ministério da Saúde considera necessário "garantir um adequado acesso a este tipo de exames". 

Assim, o despacho determina que as ARS contratualizem com os hospitais do SNS o aumento do número de colonoscopias até ao dia 31 de março. Até a essa data, a Direção-Geral da Saúde deve publicar as normas de orientação clínica para o rastreio do cancro colo-retal e para a realização das colonoscopias. 

O despacho determina ainda que os hospitais publiquem nos seus sites da Internet informação sobre as colonoscopias realizadas e respetivos tempos de espera. 

No diploma, recorda-se que é recomendável que todos os utentes entre os 50 e os 74 anos façam uma pesquisa de sangue oculto nas fezes de dois em dois anos. 

"Se este exame for positivo, o médico assistente deve realizar uma avaliação completa, designadamente através de exames endoscópicos (endoscopia digestiva alta ou colonoscopia) ", refere. 

O diploma assinado pelo secretário de Estado Manuel Teixeira avisa ainda que, antes de um doente ser referenciado para um hospital, é desejável  que o médico faça uma avaliação clínica, "evitando a sobre referenciação  hospitalar e consequente aumento dos tempos e doentes em espera para consulta  de gastrenterologia e exames de diagnóstico". 

Com Lusa