País

António Costa e Rui Rio defendem um entendimento de regime para o país

O ex-presidente da Câmara do Porto e António  Costa, atual presidente da Câmara de Lisboa e candidato a líder do PS, defenderam  hoje um entendimento de regime ou um acordo a 10 anos entre os protagonistas  políticos.  

António Costa e Rui Rio / Arquivo Lusa

António Costa e Rui Rio / Arquivo Lusa

JOSE COELHO

"A maioria absoluta [como defendeu António Costa] é o mais importante,  mas pode não ser o garante fundamental para um acordo de regime ou a 10  anos. O importante é a capacidade dos protagonistas porem o interesse nacional  acima de tudo e não o interesse partidário, assim pode-se conseguir um entendimento  de regime", afirmou Rui Rio. 

Concordando com o ex-autarca do Porto, António Costa disse que "a questão  básica tem a ver com a confiança". 

Numa conferência sobre "A política, os políticos e a gestão dos dinheiros  públicos", organizada pela TSF e pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas,  em que foi notório o bom entendimento entre ambos, Costa disse que o PS  deveria ter uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, mas  ressalvou que "a maioria é necessária, mas não deve excluir a necessidade  de diálogo" para que se consiga obter "uma agenda para a década".  

Referindo que tem muita estima por Rui Rio e até desejando-lhe a sorrir  felicidades se for presidente do PSD, Costa voltou a afirmar que "o pior  é não haver alternativa", pedindo "uma mudança de Governo e de política".

António Costa disse ainda que para "atacar" os problemas do país é preciso  "estabilidade e competitividade (...) e isso implica um outro grau na política,  partilha de politicas comuns e de investimentos que não podem ser interrompidos",  em resumo uma "agenda para a década que permita consolidar objetivos políticos".

Por seu lado, Rui Rio reforçou que "o acordo principal é o acordo de  regime". 

"Se quisermos olhar para a frente, isto é da vida, (...) quando estamos  num beco na nossa vida é isto: ou nós temos a coragem de fazer uma rutura  ou continuamos num beco" sem saída, concluiu o ex-autarca do Porto. 

 

Lusa