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Greve nas cantinas e refeitórios públicos do norte até 1 de janeiro

O Sindicato da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte estimou hoje uma "grande adesão à greve" nas cantinas e refeitórios daquela região nos feriados de 25 de dezembro e 01 de janeiro que pode afetar vários hospitais a terem decretado já serviços mínimos, como é o caso de Penafiel, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Póvoa do Varzim.

Segundo disse à Lusa o dirigente sindical Francisco Figueiredo, "o pré-aviso de greve aos feriados nas cantinas e refeitórios, entregue em 2012, mantém-se ativo e é de esperar uma grande adesão sobretudo na região Norte" nestes dois próximos feriados.


O sindicalista prevê o encerramento da cantina da RTP Porto e também que o serviço nos hospitais seja afetado, com vários hospitais a terem decretado já serviços mínimos, como é o caso de Penafiel, Viana do Castelo, Ponto de Lima e Póvoa do Varzim.


Já na hotelaria e restauração, o sindicato prevê uma adesão "mais residual", embora com alguns trabalhadores em greve nos dois feriados.


Francisco Figueiredo explicou que em causa estão alterações à lei laboral, em agosto de 2012, que estabeleceram uma redução do pagamento dos feriados para 50% ou, em alternativa, o proporcional descanso compensatório. Mais tarde, em 2015, a lei deixou de ser imperativa e passou a valer a contratação coletiva.


Porém, "muitas empresas não cumprem", afirmou o sindicalista.
"Muitas empresas do setor continuam a não pagar o trabalho em dia feriado conforme determina o contrato coletivo de trabalho, algumas pagam conforme o mínimo previsto no Código do Trabalho e outras pagam por metade do valor", declarou Francisco Figueiredo.


Há empresas que "mantêm o regime do período da 'troika' e por isso os trabalhadores mantêm esta luta há cerca de cinco anos consecutivos", afirmou, acrescentando que "é uma violência exigir oito horas de trabalho num feriado como o Natal e pagar apenas quatro horas ou dar quatro horas de descanso compensatório".

Com Lusa