País

Hoje é notícia

Lusa

O Governo e o PSD começam a discutir o próximo quadro comunitário. A sociedade Pólis Litoral Ria Formosa toma posse de mais 22 casas para demolir. Na Síria, entrou em vigor a trégua humanitária anunciada por Moscovo.

Governo e PSD discutem quadro comunitário

O Governo e o PSD têm hoje a primeira reunião para discutir o próximo quadro comunitário, com os sociais-democratas a pretenderem dar "força negocial" a Portugal junto da União Europeia.

Em declarações à Lusa, na segunda-feira, o vice-presidente do PSD Manuel Castro Almeida explicou que os sociais-democratas pretendem "articular posições com o Governo" para que o executivo liderado por António Costa possa apresentar-se em Bruxelas com "o conforto de um grande consenso nacional".

A primeira reunião, em que estará presente Castro Almeida e o ministro do Planeamento, Pedro Marques, servirá para tratar dos pontos em que se deve "procurar um consenso", bem como "definir uma metodologia de trabalho" e um calendário, acrescentou.

Ainda segundo o PSD, as conversações com o Governo vão desenrolar-se em dois planos: numa primeira fase sobre as negociações do próximo ciclo de fundos europeus e, numa segunda fase, sobre "questões internas" portuguesas, relativamente às quais o consenso é "mais exigente" e "mais difícil".

O local e horas onde irá decorrer esta primeira reunião não foram divulgados nem pelo PSD, nem pelo Governo.

Pólis Litoral Ria Formosa toma hoje posse de 22 novas casas para demolir

A Sociedade Pólis Litoral da Ria Formosa vai tomar hoje posse administrativa de 22 residências para demolição nos núcleos habitacionais de Hangares e Farol, numa ação que as associações locais consideram ser injusta e infundada.Das 22 residências com posse administrativa agendada para hoje, 12 estão situadas na ilha do Farol e dez no núcleo vizinho de Hangares e a Polícia Marítima vai "garantir a segurança dos elementos da Pólis" e "evitar que haja confrontos" com as populações descontentes e com eventuais manifestantes.

O Conselho de Concertação Territorial debate hoje, em Lisboa, a reprogramação do programa de fundos comunitários Portugal 2020 com vista ao reforço da coesão do território, mas os municípios também querem discutir limpeza de áreas florestais.

Os objetivos da reprogramação visam o alinhamento do Portugal 2020 "com as prioridades do Programa Nacional de Reformas, nomeadamente no que respeita ao reforço da coesão territorial e no apoio ao investimento empresarial", explicou fonte do Governo à Lusa.Na agenda do órgão político de consulta e concertação entre o Governo e entidades políticas regionais e locais consta apenas a reprogramação do Portugal 2020, programa de fundos comunitários para o período entre 2014 e 2020.

Estratégia para os sem-abrigo em análise

O Instituto da Segurança Social realiza o primeiro encontro nacional com representantes das entidades do Grupo de Implementação, Monitorização e Avaliação da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2017-2023 e com as entidades que constituem os Núcleos de Planeamento e Intervenção de Sem-Abrigo (NPISA).

O encontro pretende apresentar a estratégia 2017-2023 para os sem-abrigo e promover a sua aplicação concreta em todo o país a partir dos contributos de todas as entidades envolvidas na integração das pessoas em situação de sem-abrigo.Informação divulgada pelo Instituto da Segurança Social refere que, durante o encontro, deverão ser promovidas sinergias entre as instituições envolvidas, apresentadas boas práticas e identificados constrangimentos à aplicação da estratégia.

A sessão de abertura é presidida pelo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, e pelo presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo. A sessão de encerramento conta com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e da secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

Entrou em vigor a trégua humanitária na Síria anunciada por Moscovo

Na Síria, a expectativa é para uma pausa nos bombardeamentos em Ghouta Oriental, depois de o Presidente russo ter ordenado a instauração, a partir de hoje, de uma "trégua humanitária" diária de cinco horas, depois de mais de 500 pessoas terem sido mortas na semana passada em resultado dos ataques das forças sírias.

A trégua decretada por Vladimir Putin, alisado do regime sírio, será observada entre as 09:00 e as 14:00, para "evitar as perdas entre os civis de Ghouta Oriental", disse, na segunda-feira, o ministro da Defesa russo.

Ao anunciar a medida, Serguei Choigou disse que serão criados "corredores humanitários" para permitir a retirada de civis de Ghouta Oriental, onde os ataques de artilharia do regime sírio continuaram a registar-se na segunda-feira, provocando 17 mortos, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH).

O período de tréguas para ajuda humanitária em Ghouta Oriental, região ocupada por rebeldes que combatem o regime de Bashar al-Assad, foi votado, por unanimidade, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, no sábado.A resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu um cessar fogo "sem demora" para permitir a ajuda humanitária durante um mês.

O texto foi negociado durante duas semanas para ter a concordância da Rússia.

Acionistas SDC - Investimentos votam saída da bolsa

Os acionistas da SDC - Investimentos, que detém um terço da Soares da Costa Construções, votam hoje em assembleia-geral extraordinária a perda de qualidade de sociedade aberta e consequente saída da empresa de bolsa.

A reunião magna - que irá decorrer num hotel em Lisboa - foi convocada a pedido dos acionistas Investéder e Oceanlotus, que detêm atualmente em conjunto 343.197.423 ações representativas de 90,315% do capital social da SDC Investimentos.

No âmbito do pedido de perda de qualidade de sociedade aberta que será hoje discutido, os maiores acionistas da SDC -Investimentos propõem-se pagar uma contrapartida de 7,12 cêntimos por ação para tirar a empresa de bolsa, um valor "equivalente ao preço médio ponderado das ações da sociedade no mercado Euronext durante o período de seis meses anterior à data da convocatória" da assembleia-geral.A intenção de retirar a empresa de bolsa tinha já sido admitida pela Investéder, criada por António Castro Henriques e Gonçalo Andrade Santos, ambos administradores da SDC - Investimentos, depois de a holding ter superado, em janeiro, a fasquia dos 90% no capital da SDC.

FESTin no Cinema São Jorge em Lisboa

O filme "Como nossos pais", da realizadora brasileira Laís Bodansky, abre o FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, cuja nona edição começa hoje.

Até 6 de março, no cinema São Jorge, o FESTIN dá primazia à produção cinematográfica feita no espaço da lusofonia, com mais de 30 filmes em competição, mas este ano, pela primeira vez, irá exibir filmes de países que tiveram o idioma ancestral do português, o latim, como Espanha, Cuba, França, Itália e Roménia. Entre as longas-metragens em competição, há vários filmes brasileiros, como "Não devore meu coração", primeiro filme de Felipe Bragança, "Como nossos pais", que esteve no festival de Berlim e que Laís Dobansky apresentará em Lisboa, e "Praça Paris", de Lúcia Murat, com a atriz Joana de Verona.


Os músicos Mário Laginha, Tatanka, Aline Frazão e Wilson Vilares protagonizam o primeiro Solo Fest, que começa hoje e consiste numa série de concertos em Lisboa para "mostrar os artistas na sua forma mais despojada, sem artifícios".Criado por Alcides Nascimento, músico e promotor há vários anos ligado à divulgação da música africana em Lisboa, o Solo Fest decorrerá entre hoje e 02 de março, com atuações a solo repartidas entre o B'leza e a Casa Independente.Hoje, o palco do B'leza será do pianista Mário Laginha e no dia seguinte dará lugar a Tatanka, guitarrista e vocalista dos The Black Mamba.

Com Lusa