País

Ambientalistas e associação da Mouraria fazem arraial sem sardinhas

Na noite da próxima sexta-feira, 8 de junho, dia mundial dos Oceanos, a Plataforma de Organizações Não Governamentais Portuguesas sobre a Pesca (PONG-Pesca) e a Associação Renovar a Mouraria juntam-se num arraial em que se serve carapau, para chamar a atenção dos cidadãos para alternativas ao consumo de sardinha, espécie cujo 'stock' ibérico sofreu um declínio acentuado nas últimas décadas.

Em conjunto com a Associação Renovar a Mouraria, a PONG-Pesca pretende, através de um arraial com carapau, dar mais informação sobre a questão do mau estado biológico da sardinha, para que as pessoas possam fazer escolhas sustentáveis em termos de consumo de pescado.

Em comunicado, a PONG-Pesca salienta que a ideia é fazer um arraial sustentável em que "não faltarão copos reutilizáveis, talheres e pratos biodegradáveis assim como compostagem dos restos alimentares". Os organizadores da iniciativa explicam que escolheram o carapau devido ao facto do 'stock' deste peixe "estar em bom estado e estar a ser explorado a níveis sustentáveis, não tendo sido totalmente utilizadas nos últimos anos as quotas definidas".

À iniciativa, que vai decorrer no Largo da Rosa, em Lisboa, juntam-se ainda entidades como a Docapesca e a Sesibal, a Organização de Produtores de pesca do cerco, que irá capturar os carapaus. Apesar de atualmente ser pouco valorizado comercialmente, o carapau é uma espécie abundante na costa portuguesa e rica do ponto de vista nutricional, lembram os organizadores da iniciativa.

O 'stock' ibérico de sardinha caiu a pique de 106 mil toneladas em 2006 para 22 mil em 2016.

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