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Carlos César considera "insultuosas" as posições do Sindicato do Ministério Público 

Carlos César considera "insultuosas" as posições do Sindicato do Ministério Público 

Líder parlamentar do PS considera que o sindicato não teve a melhor atitude ao avançar para uma greve.

Carlos César não comenta as declarações da Procuradora-Geral da República quando disse que se demitia caso fossem aprovadas alterações à composição do Conselho Superior do Ministerio Público.

O líder parlamentar do PS considerou esta quarta-feira "insultuosas" as posições do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público em relação ao parlamento e sugeriu que a procuradora-geral da República, Lucília Gago, irá admitir que proferiu declarações "infelizes".

Além de voltar a negar qualquer intenção da bancada socialista no sentido de colocar os magistrados em minoria no Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), o líder do Grupo Parlamentar do PS, recusou-se, igualmente, a comentar as advertências deixadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre esta mesma temática.

Do ponto de vista político-institucional, no entanto, Carlos César salientou o princípio de que a Assembleia da República deve "decidir de forma soberana, independentemente de considerações de terceiros".

Neste contexto, o presidente da bancada socialista referiu depois a situação "desagradável" ocorrida na sequência de declarações proferidas pelo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Ventinhas.

"Foram feitas afirmações que são insultuosas para o prestígio e soberania da Assembleia da República. Foi até anunciada uma greve cujo fundamento era o sindicato pensar que nós pensaríamos em alterar uma determinada norma de uma determinada proposta. Ora, esta é uma forma estranha de participação num debate que não pode deixar de existir", reagiu o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

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