País

Dezenas de escolas fechadas devido à greve dos trabalhadores não docentes 

Há muitas escolas de portas fechadas em todo o país "para demonstrar o descontentamento dos trabalhadores".

Dezenas de escolas estão hoje fechadas em todo o país devido à greve do pessoal não docente, disse o sindicalista Artur Sequeira, lembrando que a solução para o setor passa por concursos para novas contratações e integração de precários.


Os funcionários das escolas vão estar em greve hoje e sexta-feira, num protesto convocado pela CGTP, para exigir aumentos salariais, integração nos quadros e a criação de uma carreira específica.

No Agrupamento de Escolas Doutor Costa Matos, em Gaia, as portas estão fechadas. A decisão foi do diretor, Filinto Lima, que se queixa da falta de funcionários.


Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical Artur Sequeira, da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FSTFPS), afeta à CGTP, adiantou, cerca das 8:20, que há muitas escolas de portas fechadas em todo o país "para demonstrar o descontentamento dos trabalhadores".


"Sei que há muitas escolas fechadas. Ainda não sei números concretos pois as escolas abrem às 08:00, mas sabemos que vamos ter muitas escolas fechadas, com maior incidência nas que têm maiores necessidades durante o ano letivo", disse.


De acordo de Artur Sequeira, são vários os problemas que afetam o setor e a "solução" apontada pelo Governo "não vai ter impacto na vida das escolas".


"O Ministério da Educação anunciou mais mil vagas para assistentes operacionais, que não vão resolver o problema porque a este concurso vão concorrer os trabalhadores com vínculo precário, ou seja, estes podem ocupar as cerca de mil vagas prometidas pelo ministério da Educação", salientou.


No entendimento de Artur Sequeira, a solução para o problema passa por integrar os precários e por outro lado abrir vagas para novos trabalhadores.

Com Lusa

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