País

Coordenadora da Aliança no Algarve renuncia ao cargo por "divergência de ideias"

ANTÓNIO COTRIM

Cláudia Gonçalves garante que sai com a consciência de que tudo fez para "colocar a máquina a funcionar" na região.

A coordenadora do partido Aliança no Algarve, Cláudia Gonçalves, anunciou esta sexta-feira a renúncia ao cargo, por considerar que a formação partidária não cumpriu as suas expectativas quanto à forma de fazer política e de valorizar a região.

O anúncio da renúncia foi feito por Cláudia Gonçalves numa nota enviada aos jornalistas, depois de, na segunda-feira, ter comunicado a sua decisão numa reunião da Comissão Instaladora do partido no distrito de Faro.

Na nota, Cláudia Gonçalves garante que sai com a consciência de que tudo fez para "colocar a máquina a funcionar" na região.

"Quando você entra num projeto, sabe aquilo que o move para estar naquele projeto. A mim movia-me estar em contacto com as pessoas e estar para e com as pessoas, que é assim que se intitula este novo partido do doutor Santana Lopes, que é meu amigo, não saio em colisão com ninguém, saio apenas por uma divergência de ideias", afirmou Cláudia Gonçalves, em declarações à Lusa.

A agora ex-coordenadora da Aliança no Algarve disse ainda não ser capaz de participar num projeto sem estar identificada com ele e admitiu que pensava que o "partido poderia ser diferente" e "trazer uma lufada de ar fresco à política portuguesa".

"Mas, é como lhe disse, estando nos órgãos e fazendo parte dos órgãos, dando tudo, como sempre dou quando me entrego às causas, notei alguma falta de profissionalismo em algumas coisas, em outras algum deixa andar, e aquilo que é efetivamente importante, que são as ideias para as pessoas e com as pessoas, senti-me um bocadinho defraudada e as minhas expectativas deixaram de fazer sentido", argumentou.

Cláudia Gonçalves disse ainda que já tinha deixado o PSD por não se identificar com o projeto, um sentimento que voltou agora a sentir.

"Gostava que efetivamente o Algarve fosse visto de outra maneira e, por isso, me bati e bato, acho que o Algarve deve ser muito respeitado e que as pessoas do Algarve devem começar a ter uma voz ativa nas coisas da política", disse.

A antiga dirigente do Aliança no Algarve considerou que, quando "a expectativa é uma e deixa de fazer sentido, porque o partido a nível nacional não está a olhar para o Algarve da maneira que gostava que fosse olhado", só resta uma solução: "sair, não é?".

Lusa

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