País

Parlamento celebra 45 anos da "Revolução dos Cravos"

O primeiro-ministro e restantes membros do Governo assistem à sessão, mas não têm intervenções previstas.

11h28 - O Presidente da República pediu hoje "mais ambição" para resolver os problemas do país e dos "jovens de 2019", um programa quase impossível em que é preciso garantir a economia a crescer e o endividamento a diminuir.

11h10 - O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, fez hoje um rasgado elogio à ação do chefe de Estado, considerando que Marcelo Rebelo de Sousa tem sido um "exemplo de lealdade democrática" e uma "muralha simbólica" contra o populismo.

10h58 - O PSD avisou hoje que "os portugueses repudiarão" qualquer Governo que administre a 'coisa pública' como sua, rejeitando que "critérios 'clubístico-partidários' ou de nepotismo" se sobreponham ao interesse coletivo.

10h48 - O líder parlamentar do PS alertou hoje para "os perigos" das correntes que pretendem suprimir as instituições democráticas, defendendo como resposta um reforço dos mecanismos de representação, participação social, de transparência e escrutínio dos interesses dos decisores.

10h39 - O BE questionou hoje se "o Serviço Nacional de Saúde pode voltar a andar de cravo ao peito" ou se haverá cedência à pressão presidencial na Lei de Bases da Saúde, considerando que "o espírito de Abril está bem vivo".

10h28 - O deputado do CDS-PP Filipe Anacoreta Correia defendeu hoje que os políticos devem pautar-se por uma "ética exigente" e advertiu que a "promiscuidade com o poder" é incompatível com a "dignidade democrática".

10h19 - A deputada do PCP Diana Ferreira fez hoje um paralelo entre a revolução dos cravos e a atualidade, considerando que tal como a luta "foi imprescindível para derrotar o fascismo", também hoje a luta "é indispensável para avançar nos direitos".

10h10 - A deputada Heloísa Apolónia, do partido Ecologista "Os Verdes", (PEV) defendeu hoje que 45 anos depois da revolução dos cravos "ainda está tanto por cumprir" e pediu aos eleitores que vão votar e não se rendam ao conformismo.

10h03 - O deputado único do PAN, André Silva, avisou hoje, na cerimónia do 25 de Abril, que se está a viver acima das capacidades do planeta e que "a bancarrota ambiental está a anunciada", considerando que "o ambiente pede revolução".

10h02 - Sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República começou hoje às 10:02, após o hino nacional pela banda da GNR, com o Presidente da República a entrar de cravo vermelho na mão.

A Assembleia da República assinala hoje o 45.º aniversário da "Revolução dos Cravos" com a habitual sessão solene no hemiciclo, de manhã, e à tarde abre as portas ao público.

O presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, abre a sessão no hemiciclo pelas 10:00, depois de a banda da GNR executar o Hino Nacional, nos Passos Perdidos, e dá a palavra aos representantes dos grupos parlamentares.

O primeiro a intervir é o deputado único do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), André Silva, e a seguir será a deputada do PEV Heloísa Apolónia. Depois é a vez da deputada Diana Ferreira, do PCP, Filipe Anacoreta Correia, do CDS-PP, Jorge Falcato, do BE, Carlos César, do PS, e Pedro Roque, do PSD.

A sessão encerra com as intervenções de Ferro Rodrigues e Marcelo Rebelo de Sousa, que faz, este ano, o seu quarto discurso como Presidente da República, perante os deputados.

O primeiro-ministro, António Costa, e os restantes membros do Governo assistem à sessão, mas não têm intervenções previstas.

Assembleia da República abre portas

À tarde, a partir das 15:00, a Assembleia da República abre as suas portas, podendo os visitantes conhecer os corredores e o interior do palácio, com visitas livres e atividades culturais.

Em Lisboa, à tarde, organizado pela Associação 25 de Abril, realiza-se o tradicional desfile popular na capital, a partir do Marquês de Pombal até ao Rossio.

Também à tarde, a residência oficial do primeiro-ministro volta a estar aberta ao público no feriado de 25 de Abril, com um programa que inclui um concerto de António Zambujo e leitura de poemas de Sophia de Mello Breyner.

Tal como em anos anteriores, durante da tarde António Costa passeará pelos jardins de São Bento e acompanhará as atividades culturais a partir do início da tarde, fazendo uma breve intervenção pelas 16:50.

Ao final da tarde, pelas 18:45, o primeiro-ministro inaugura um memorial em homenagem aos presos políticos, no Forte de Peniche, cerimónia que contará também com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Lusa